sexta-feira, 20 de abril de 2012

DE ONDE VEM A CANÇÃO?

Gosto muito da música, seja ela tocada em latas percusivas que anunciam o retorno do negro soteropolitano (gentílico usado para quem nasce em Salvador) aos ouvidos de sua própria história, ou no violão sofisticado do Lenine, que como ele mesmo denomina, é um violão sujo, com batida marcante e inconfundível. A pergunta que não quer calar é: de onde vem a canção, que elementos se unem para essa fórmula tão complexa que serve de elixir para os ouvidos sensíveis ao paladar das claves? O título desse post é o nome de uma música do Lenine, que está em seu novo CD intitulado "CHÃO". (recomendo todos os Cds do Lenine)(risos). Essa pergunta me ocorreu, exatamente por conta da relação de dualidade da música, que é vir de um lugar onde não se sabe, e ao mesmo tempo assume uma conotação de realidade. Óbvio que a realidade é indispensável para a feitura da música, é ela que oferece elementos em cadeia de significantes, que assumem significados dentro do campo semântico de cada um. Usei a palavra feitura, porque acho que a música é um elemento que costura a realidade, emenda as brechas deixadas pela ausência de som. Recomendo a todos o DVD Palavra (En)cantada, onde grandes expoentes da música falam de maneira poética sobre as melodias, as amarrações transcendentes da música. Desde já posso lhe garantir, você vai ver esse DVD no mínimo 10 vezes, e depois disso, vai querer ver mais 10, porque é o melhor DVD que fala da música já feito na história da arte brasileira(minha opinião)(risos).
Sirvo à mesa de vocês meus ilustres convidados, um pequeno trecho do DVD, onde Lenine fala um pouco do Português como elemento contundente na construção rítmica da música. (seria essa uma pista do lugar de onde vem a canção?)
Mas de que raio de lugar eu tirei essas coisas todas?(risos) Isso me ocorreu hoje no trabalho por volta das 17 horas. Estava fazendo um Sumário para nosso organograma institucional quando…encostei meu pé na fonte de energia, o computador desligou e? E perdi tudo que já havia feito, tudo, tudinho. Foi quando Nucci(minha vizinha de mesa) disse: "começa outra vez, pega o fone de ouvido, ouve uma música e reinicia". Fiquei ainda uns 2 minutos tentando desesperadamente acreditar que o Windows tinha operado um milagre e tudo estava a salvo, ledo engano. Bom, peguei meu iPod, e comecei a ouvir AfroCubism(recomendadíssimo), é um som muito bacana que mistura, como o próprio nome sugere, as influências africanas e cubanas. Terminei o sumário como se tivesse saltado no tempo, como se fosse um time jumper(risos). E só ali me dei conta de que a música nos faz viajar nos braços do compositor, nos leva além, me atrevo até a afirmar que a música é a legenda do cotidiano, ela traduz gestos, eleva a atenção, serve contra resfriado, tosse, dor de cabeça, pressão alta, reumatismo, dor nas costas, previne o infarto, etc. (só quem já viu o vendedor de garrafada passando em seu carro que traz um alto falante mais agudo que a voz do Edson Cordeiro riu com essa piada)(risos). Mas falando sério, a música se amarra ao cotidiano dando-lhe um sentido, não consigo imaginar um mundo onde não há música, pare 30 segundo e pense nisso, viu? É impossível,  o mundo sem os Clássicos, sem a Bossa, sem o Mangue Beach, sem o Samba, impossível, não sei nem afirmar se existiria vida na terra.(exagerado)(risos) Em suma, é bom saber que os instrumentos estão aí, toque como achar melhor, porém lembre-se, quem toca também dança.


Forte abraço!

Um comentário:

  1. Grande, menino! Ou seria grande menino?? Falou de música, falou comigo! Beijo grande!

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