Ontem a noite fui mais uma vez à orla para meu aprendizado radical. Como me é comum fui tomado de subito por uma cadeia de pensamentos diversos. Não, não, de maneira alguma sentei e pus a mão no queixo tipo estátua romana.(risos) A verdade é que foi exatamente o movimento sobre minha tábua de quatro rodas radicais que me inspirou a escrever esse post. Ontem foi a minha primeira queda dessa aventura, e paradoxalmente fiquei feliz com o tombo, isso mesmo, feliz por cair. Foi muito engraçado, ri muito, foi verdadeiramente hilário, foi o skate pra areia, bunda pro chão e pernas pro céu.(risos) Diante desse contexto, que ontem percebi que estou evoluindo, dia após dia evoluindo, aprendendo mais e mais a surfar nos calçadões do saber. Só aí me dei conta de como é gostoso o processo de aprender, como é bom evoluir, cair, levantar e seguir em frente, o erro é inerente, faz parte da construção simbiótica do aprendiz com o saber. No trabalho é tudo muito novo, e por isso a todo instante me vem ideias, sinto vontade de abraçar o mundo, de participar de tudo, e ao mesmo tempo sei que ainda estou aprendendo, conhecendo, e isso é construir uma relação solida, um aprendizado completo e maduro. Observo cada gesto, cada palavra, cada maneira de fazer e agir dentro da empresa. Fico impresionado com a competência da equipe, como eles são ágeis, objetivos. Ter a oportunidade de fazer parte desse grupo não tem medida que dê conta da amplitude. Foi necessário cair do skate para perceber na pele que Sócrates tinha razão com a sua Maiêutica, "só sei que nada sei" é o primeiro passo para saber mais e mais a cada hora, minuto e segundo. Há na equipe uma cinergia que faz com que as coisas aconteçam, não tem ensaio, é espontâneo, está no DNA de cada um a paixão pelo negócio é a beleza de estar ali e saber que faz parte de uma História de sucesso que precisa trilhar novos caminhos nessa contemporaneidade arredia. Você deve estar se perguntando porque o título desse post é "Nem o mesmo homem nem o mesmo Rio". Então lhe explico, estou no Rio a exatos 17 dias, e posso dizer que minhas percepções mudaram, ampliaram se enrriqueceram. Durante meu devaneio sobre rodas ontem, na altura do posto 11 na orla, me ocorreu o pensamento do filósofo Heráclito, que disse que o homem não entra no mesmo rio duas vezes, pois na segunda vez, não será nem o mesmo homem nem o mesmo rio. Esse pensamento me remeteu à minha experiência como um todo. Desde estar nessa cidade verdadeiramente maravilhosa, até estar trabalhando no coração da beleza mundial, no coração de milhares de pessoas que ao redor do mundo sustentam sua atitude na beleza, charme e elegência, que invariavelmente culminam em uma personalidade única. Me cobro muito, e por vezes chego a titubear, a duvidar de mim, mas lembro qual foi o caminho para chegar aqui, lembro que estou aprendendo, e que todos aqui tem um diferencial mas também tiveram que aprender. A correnteza aqui é forte, a equipe é rápida, tem que remar com garra para navegar nas correntes desafiadoras das atividades. Em suma, do 21º andar dos meus sonhos não paro de pensar que quero deixar a minha marca, porque já não sou o mesmo homem, e a cada dia, descubro um novo "RIO".
Forte abraço!
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