Esse foi um final de semana de grandes clássicos do futebol brasileiro. Vários clubes defendendo seus mantos sagrados, seu escudo venerado por milhões de apaixonados. Os jogadores com seus cabelos pitorescos e suas chuteiras extravagantes, correm atrás da pelota em busca da meta. Mas não estou aqui para falar do futebol mas do futebolêz de bar. Duas torcidas juntas, sem policiamento, sem hostilidades e com muita cerveja gelada. No estádio de futebol a cerveja é proibida, por quê? O bar prova que não é o álcool o responsável pela violência. Ôpa, cruzamento na área! huuuuuuuuuuuuuuu! E desce a cerveja!!!! Cada jogada é um gole, e o mais legal é que no bar podemos ver o jogo ao lado dos melhores comentaristas, árbitros e jogadores, isso mesmo jogadores. É muito talento para uma mesa de bar só, é muito craque pra pouca tela LCD. Ao término do jogo uns tristes, outros alegres e outros alheios a tudo, só curtindo as resenhas de ambos os lados. Mas, do que serviria isso tudo? A quem serviria a vitória se após o apito do juiz tudo silencia? Não haveriam vencedores, só há vencedor se for possível ligar pro amigo e resenhar a sua derrota sofrida. É maravilhoso o futebolêz de bar, tem até repetição da jogada, tira teima, etc. Em uma de suas músicas Rodrigo Bittencourt cantou "Prefiro o poeta pálido anti-homem que ri e que chora, que lê Rimbaud, Verlaine, que é frágil e que te adora, que entende o triunfo da poesia sobre o futebol, mas que joga sua pelada todo domingo debaixo do sol".
Forte abraço!
para quem gosta do futebolêz uma boa dica é assistir "o segredo dos seus olhos", um filme argentino que fala do futebol como uma das paixões do homem, além de ler é claro, esta belíssima crônica que fala do futebol como um promotor de laço social e não como muitos falam, de um incitador à violência. Os violentos não precisam de cerveja nem de derrotas ou vitórias para se manifestarem...
ResponderExcluirOlha a dica de filme de uma cinéfila das melhores…
ResponderExcluirComungo de suas palavras…