Escrito no metro do Rio entre as estações Cantagalo e Uruguaiana. Em 02-08-2012
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
O JARDINEIRO
sexta-feira, 6 de julho de 2012
MEU NOME É…?
Meu amado pai resolveu me nomear GENESSON, e isso me rende os mais diversos heterônimos. É muito engraçado, eu confesso que me divirto com os nomes proferidos, é hilário. Hoje resolvi listar alguns deste nomes, e presumo que vou me divertir bastante fazendo isso. Então vamos lá!!
GÊNESIS
JERVANSION
GENÉSSON
GENERSON
JEFERSON
JENERSSON
GENÉRSON
GENILDO
GENIVALDO
JANDERSON
GENISSON
GENILSON
GERNERSON
GENÉRICO
GERMINO
(contribuição da Girão)
JAEDERSON
(esse é por minha conta)
JASPION
(contribuição da Girão)
JAEDERSON
(esse é por minha conta)
JASPION
Lembra de outro nome?
Escreve pra mim!!!
Forte abraço!
sábado, 30 de junho de 2012
O CONTRA, O ENCONTRO, A CONTRAÇÃO
Olho todos os dias e lá está ela, linda, as vezes serena, em outras agitada, mas sempre lá. A Lagoa Rodrigo de Freitas poderia facilmente ser chamada de "satélite"Rodrigo de Freitas. Basta uma volta por sua curvas para não querer parar mais, são múltiplos cenários em um mesmo lugar, e a cada volta os cenários mudam, as pessoas mudam, é impressionante. Ficamos todos girando em sua órbita como se nunca mais fossemos conseguir sair. Por lá o tempo passa em outra lógica Física, passa rápido mas tudo está tranquilo, é o paradoxo temporal, é a abdução do estar ali. Então vamos dar uma volta na Lagoa, agora são 14:25, pego meu skate e começo a andar a partir do Corte do Cantagalo (olha no Google :) dentro da Lagoa pessoas fazem wakeboard, e na ciclovia, o espaço mais democrático possível se apresentava. Como sempre crianças, idosos, atletas profissionais, amadores, e skatistas aprendizes, (EU) trafegam juntos com o mesmo objetivo, apreciar o sol refletindo no céu carioca, de olho no Cristo lá no alto dando um tom todo especial ao cenário. Nos primeiros 100m me deparo com uma galera jogando futebol americano. Era um grupo de coreanos e brasileiros devidamente uniformizados, e eu obviamente parei para apreciar o jogo, mesmo sem intender nada. Ali fiquei por cinco minutos e segui viagem. Entre uma manobrinha e outra, aquela paradinha em cima do skate para olhar a lagoa. Em um píer pessoas alugavam pedalinhos, do outro lado pessoas alugando bikes de todos os tipos, e eu desviando de uma pessoas aqui e outra acolá, seguia meu caminho. Olha que legal, pessoas fazendo piquenique, muito interessante a toalha colorida estendida na grama, pessoas comendo e reverenciado a bela tarde de sol. A sensação de bem-estar é aconchegante, as pessoas com sorriso no rosto, registrando com suas câmeras de congelar o tempo tudo à sua volta. E lá fui eu em meu skate foguete em órbita da lagoa, quando vi uma barraquinha vendendo água de coco, resolvi parar, e comecei a saborear uma deliciosa água de coco. Me perguntei porque não sai com um bom livro, estava em baixo de uma linda árvore, em um clima super gostoso e me faltou um bom livro. Saquei meu smartphone e ops! comecei a ler alguns poemas escolhidos de Drummond, só tive a noção do tempo que estive ali, porque uma pessoa que havia passado caminhando, estava passando outra vez. Ou seja, a lagoa tem 10km de borda, uma pessoas caminhando deu uma volta, então eu tinha um bom tempo ali apreciando só um coco gelado, poemas de primeira e uma vista que ofusca os sentidos de qualquer um que saiba absorver o belo. Então segui viagem, a cada curva uma novidade, um obstáculo também, e uma aventura gostosa de estar ali. Depois de completar uma volta, me sentei para escrever esse texto. Uma volta na lagoa lhe permite passar pelo parque dos cachorros, parque dos patins, clube do Flamengo, Vasco, Joquei, e um monte de restaurantes, bares, estações de malhação, etc.
Em suma, quem mora no Rio com essa Lagoa e todas as outras cositas, só não lava o pé se não quiser.
Forte abraço!
domingo, 24 de junho de 2012
MUDANÇAS DA SILVA
Lembro com muito gosto do modo como ela se referia à ele… assim escreveu Caetano Veloso certa vez se referindo à postura de sua mãe ao ver Gilberto Gil na TV. A descrição que ele faz do fato é de uma minúcia tão precisa, que nos faz viajar para aquele momento. A atenção aos detalhes, a percepção de cada gesto, cada palavra e cada olhar faz toda diferença independente da situação. Você deve estar se perguntando o porque de esse post se chamar "MUDANÇAS DA SILVA" eu vou explicar. O termo é de autoria de uma pessoa que admiro muito, e que, não por acaso, sento bem próximo dela todos os dias. Mudanças da Silva são mudanças pequenas que fazem toda diferença no todo. São mudanças que exigem uma percepção bastante apurada do todo. Faço todos os dias esse exercício, ver as coisas sem a névoa da acomodação, e fico impressionado como é possível ver coisas que passam desapercebidas à maioria dos olhares que já se acostumaram com a paisagem. A pessoa que criou esse termo tem vários outros termos interessantes. Por exemplo, ela diz que as vezes onde tem um fio de cabelo, se você puxar vem uma peruca, e várias outras frases engraçadas mas bastante ilustrativas. Um amigo me mostrou certa vez um livro chamado "As 48 Leis do Poder" e uma dessas "leis" ficou fixa em minha cabeça, exatamente a 1ª "Não ofusque o brilho do mestre" não sei a explicação da lei, mas vou me apropriar dela pra dizer que reconhecer o mestre é o primeiro passo para um dia vir a se tornar um. Não estou falando de submissão ou coisas do tipo, estou falando de perceber sobre a cabeça do mestre uma aura do saber. Na Psicanálise se diz Sujeito Suposto Saber (SSS), claro em que em outra ótica. Eu sei que estou muito feliz, gosto de ver como os mestres agem, como fazem negócio, como cobram agilidade, como se vestem, quais suas expressões faciais frente a um problema etc. E assim vou eu, fazendo minhas mudanças da silva tanto no meu ambiente de trabalho, quanto em minha vida por inteiro!
Forte abraço!
terça-feira, 19 de junho de 2012
ELUCUBRAÇÕES NO ESCURO
São exatamente 00:32 de amanhã, ou seja, hoje já é amanhã. É meio intelectível isso, fere as leis da física eu sei, mas o fato é que escrever trêbado de sono faz sair este tanto de besteira que estou escrevendo. O que posso dizer é que está sendo super divertido. Ah! Acabo de lembrar que no Rio+20 não tem lugar pra guardar bikes, paradoxal ao extremo não é? Há dez minutos atrás estava em um grupo de discussão no Linkedin onde falávamos de uma série de coisas e uma delas me chamou a atenção. Estou falando do tema INGLÊS, como as pessoas debatem sobre o Inglês em uma perspectiva alucinógena, se e somente se. Ah! Hoje li bastante Fernando Pessoa, que delícia... O poeta é um fingidor... bradava ele aos quatro ventos... as pessoas que nunca escreveram cartas de amor é que são ridículas...falava para os moços da mesa ao lado... Não conheço ninguém que já tenha levado porrada... reclamava aos ouvidos, buscava encontrar alguém de carne e osso em sua volta. Quase falei que ele buscava alguém humano, mas desde Nietzsche pra cá tomo o termo humano como algo pejorativo. Então agora brado eu, chega de falar recursos humanos, agora falaremos aos berros que são Recursos para Pessoas. Reivindico a nomenclatura do setor pessoal para o RH. Chega, agora vou dormir... Não dá mais pra segurar, o amor comeu metros e metros de minhas energias... viva João Cabral de Melo Neto... que seja infinito enquanto dure... viva Vinícius de Morais... nossa é São João no Nordeste... eita festa boa... aqui no Rio? cri, cri, cri! Amanhã falo da minha vontade de dançar forró em um post especial... agora vou dormir, trás a ideira! a de jair... vou baixar o cabelo, vazar na braquiara, sair pela tangente, sair de fininho, pular fora, descer a ladeira, beirar o muro, escapulir... plagiando muçunsis... fuizes!Forte abraço!
segunda-feira, 18 de junho de 2012
sábado, 16 de junho de 2012
VIDA QUE SEGUE
Faz algum tempo que não escrevo aqui neste "bloco de notas" chamado Pépinière, mas cá estou eu pronto para atirar com meu bacamarte de palavras outra vez. Tenho um monte de coisas a dizer e vou começar falando de como as coisas estão tomando forma em mim, de como o Rio me impulsiona pra frente e principalmente, contrariando a fala de alguns, não deixei de estar deslumbrado com a cidade, a verdade é que cada dia me sinto parte desse todo. Um exemplo legal disso foi ontem quando voltei do Rio+20, onde o Diretor de RH da L'Oréal Brasil foi convidado a falar um pouco sobre o Green Job(fica para o próximo texto). Cheguei em casa, peguei meu skate e parti para a orla, fui dar aquele gostoso passeio pela orla e me dei conta de que o que via com olhos apaixonados estando de fora, agora faz parte de meu dia-a-dia. Passavam pessoas na orla vindos do Rio+20 e dirigiam seu olhar para minhas manobras de skate. Minha ficha caiu na hora, pensei: agora posso influenciar pessoas a andarem de skate, de patins, etc. isso é fantástico. Outra coisa é sobre a experiência de ser trainee. Não sei dizer se é comum ao menos a maioria dos que passam por essa posição, mas eu estou me redescobrindo a cada dia, firmando meu potencial, me angustiando e transformando essa angústia em energia para fazer mais, estou, como disse sabiamente o Jean Piaget, em um processo de "equilibração" na busca da batida perfeita. A verdade é que sempre que penso no que estou vivendo vem esse trecho de poema em minha cabeça, não entendo o porque, mas esse poema do Alberto Caeiro (Fernando Pessoa) chamado (O Mistério das Cousas), ressoa em minha cabeça quando estou triste, quando estou feliz, sempre ele vem. Finalizo compartilhando com vocês.
Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores?
A de serem verdes e copadas e de terem ramos
E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,
A nós, que não sabemos dar por elas.
Mas que melhor metafísica que a delas,
Que é a de não saber para que vivem
Nem saber o que não sabem?
_____________________________________________
Fui a alguns eventos legais esses dias, logo mais postarei aqui minhas impressões. Fui ao BMW JAZZ FESTIVAL e ao FESTIVAL DE MÚSICA [SANTA MÚSICA].
Aguardem!!!
Forte abraço
sábado, 9 de junho de 2012
[CONVIDADOS] UM PÉ NO PALCO
E um convite me foi feito: escrecer neste pequeno espaço de pensamentos, cultura, devaneios e um pouco de cada dia.
Antes, a dúvida: sobre o que escrever?
Mas, como o Gato diz para Alice "se não sabe para onde ir, qualquer caminho é certo", ou algo do tipo. Assim decidi buscar meu caminho e, a partir daí, deixar os dedos me levarem... vamos ver no que dá.
O momento onde sou inteiramente eu é quando estou no palco. É quando danço. É quando sou artista. O resto é artificial, é efêmero, escorre por entre os dedos... Não há nada melhor do que fazer o que se gosta, de se sentir inteiro, realizado. É engraçado ver como o mundo - em seu capitalismo oculto - nos convida a vivermos pelo/para o dinheiro, onde esquecemo-nos e damos valor a o que é passageiro.
Feliz aquele que está realizado, mas realizado de verdade, que dorme sem o peso de ter que passar o dia fingindo ser aquilo que os outros querem que seja...
Mas, alguns podem me pergunta: já que me faço completo quando estou no palco, quem sou eu quando estou fora dele? Sou a busca, a essência, o insatisfeito, o incasável... buscando sempre - de todos os modos - ser eu, e assim, mudar o mundo, ou não todo o mundo, mas apenas um pouco a minha volta.
E é isso que busco. E muitas vezes o resultado está por aí, invisível aos meus olhos, longe de ser por mim palpável, mas que por vezes encontro ao acaso.
Mas, agora é minha vez, eu é quem pergunto: e você? está completo, está transformando o mundo, ou só um pouco a sua volta? Pense nisso.
_______
Tarcísio Cunha: Baiano, bailarino clássico, professor de ballet clássico pra iniciantes, coreógrafo, formado em comunicação digital, aprendiz a webdesign e um apaixonado por fotos (um futuro fotógrafo, talvez).
quinta-feira, 31 de maio de 2012
O TRAINEE E O MESTRE
Sexta-feira passada estive diante de um grande executivo, demorei a escrever esse texto porque estava tentando entender o contexto, entender o acontecimento, tentei nomear. Já ouvi dizer e hoje repito aos quatro ventos, que a beleza da vida está na capacidade que ela tem de mudar tudo em um minuto. As coisas mudam de lugar, as energias se organizam de maneira diferente e nos levam a lugares inimagináveis. As mudanças por sua vez, exigem do indivíduo uma atenção minuciosa, detalhada e perspicaz, caso contrário, o bonde da história passa desapercebido. Não sei se o fato de minha ficha insistir em não cair é um bom ou um mau sinal, mas penso que oportunidades como essa não se apresentam por acaso. O executivo a quem me refiro é o Presidente da L'Oréal Brasil, e hoje encontrei com ele no corredor e ele me perguntou: "como vai, está bem?" Isso me fez estar aqui escrevendo esse post. Tudo começou com um e-mail que lhe mandei com uma pergunta, e ele surpreendendo minhas expectativas, marcou uma hora em sua concorrida agenda para falar com um simples trainee, isso é maravilhoso, é inimaginável, estou falando de um grande executivo, que já presidiu a empresa em países importantes como Japão e Itália. Aprendi com ele uma lição importante, ser humano nas organizações não depende do cargo ocupado, a cadeira não fala por si, quem falam são as ações, como ele repetiu várias vezes durante a conversa, "ACTION, ACTION, ACTION!" Sai da sala sem saber o que pensar, dou muito valor a tudo nessa jornada, a cada sorriso, a cada aprendizado, e estar de frente com um executivo como este tem um significado sem precedentes. Chego aqui a uma conclusão inevitável, conheço vários outros gigantes dentro da empresa, pessoas com um alto nível de expertise, com uma experiência fantástica, com uma sensibilidade maravilhosa, e que estão ali, ao meu lado, ou a alguns passos de mim. Reconheço meu lugar de trainee, reconheço o lugar dos gigantes, e este é o momento em que eu digo: aprender, aprender, para poder crescer.
Forte abraço!
domingo, 27 de maio de 2012
PALÁCIO DO CATETE
Outro dia conversando com Isa, uma pessoa super legal e que vai me dar aulas de Francês, fui anotando em meu caderno de descobertas as indicações dela. Ela disse que eu tinha que visitar o Palácio do Catete, que eu não poderia perder, e que eu iria gostar muito do lugar. Então lá fui eu rumo ao desconhecido Museu da República. Isso mesmo, hoje o Palácio abriga diversas relíquias dos primórdios deste nosso jovem País. Bom, peguei o metrô até a Estação Catete, cuja saída fica ao lado do Palácio. Eram mais ou menos 17h's e o dia se findava com céu azul e clima ameno. Então lá fui eu na direção do imenso portal de ferro que recepciona quem chega, como se anunciasse a grandiosidade do que daquele ponto em diante seria possível apreciar. A entrada custa R$6,00 mas às quartas e domingos a entrada é franca. E lá fui eu para dentro da História, e logo na primeira sala me arrepiei, mergulhei naquele lugar como se por um instante pretendesse voltar no tempo, aquela sala com um lustre belíssimo, inacreditável que aqueles lustres possam existir, são colossais, babilônicos, sei lá o que posso dizer, são indizíveis. As paredes são belas nos detalhes, são minuciosamente lindas, desenhadas, com desenhos que lembram que ali estiveram os grandes barões da política brasileira. O que achei mais emocionante foi o fato de o Palácio estar vazio, não haviam pessoas visitando, estava praticamente só ali e senti o misto de medo, aventura, felicidade e sorte. Andava a passos curtos, olhando para todos os lados como se quisesse apreender todos os detalhes sem perder nada. Uma coisa não saia da minha cabeça, Isa disse que lá eu iria encontrar a camisa suja de sangue, a arma e a bala que Getúlio Vargas usou para suicidar. Exato, Getúlio morou lá no Palácio e lá cometeu suicídio. Então depois de passar pela sala onde era decidido o rumo do País, com cadernetas sobre a mesa, tudo muito bem conservado, e no lugar onde sempre esteve, fui para o andar de cima, fui em direção ao quarto de Getúlio. Foi emocionante quando entrei no quarto, logo na entrada uma carta escrita pela esposa do Getúlio, segundo pessoas do museu a carta foi escrita um dia antes da morte dele. Lá estava a cama dele a camisa com o buraco feito pela bala, à altura do lado esquerdo do peito, a bala e o revolver utilizado para o fato que marcaria para sempre a política brasileira. Uma tela mostrando cenas dele com a narração da carta que ele deixou. A luz do quarto é bem baixa para não incidir sobre os objetos e estragá-los. Demorei para sair do quarto, fiquei parado diante de tudo aquilo meio que fora de órbita, tentava pensar o momento da história que me fez estar ali tão perplexo. Saí do quarto e dei uma respirada para seguir em frente. Fui ver a exposição de objetos do acervo, canetas de pena banhadas a ouro, leques, porta jóias impressionantes, placas e medalhas de homenagens, sem palavras. Cheguei à parte com material e informações sobre a ditadura, eu particularmente sempre me emociono e me revolto quando estudo e leio os acontecimentos do período mais triste da nossa história, imagina ver todo aquele material, depoimentos, ver as pessoas que desapareceram e saber que todos os assassinos foram perdoados, é revoltante. Passei bem rápido por esta lugar, e fui em direção a saída. O Palácio já estava fechado e tive que sair pelos fundos, onde se tem acesso ao imenso e colossal jardim, com palmeiras imperiais lindas e gigantes. Foi um momento especial em minha vida, nunca vou esquecer e tenho o pressentimento de que voltarei com mais calma para ver mais detalhes. Não posso deixar de dizer como o Catete é lindo, um bairro cheio de prédios antigos, ruas movimentadas, pessoas pela rua, praças lotadas, um clima super agradável. Engraçado é que quando desembarquei na estação vindo de volta pra casa e vi o metro indo embora pensei: saio do metrô para sair da história.
Forte abraço!
quarta-feira, 23 de maio de 2012
DO CENTRO AO COBAL DO HUMAITÁ, UMA SEXTA DE TRÊS.
A sexta-feira começou como um dia qualquer, espera, não sei se existe dia qualquer no Rio de Janeiro, muito menos na desafiadora e bela empresa em que aprendo a cada dia. Porém é fato que seria mais um dia em que aprenderia coisas novas, com pessoas diversas, em um ambiente diverso. Os dias de trabalho tem sido muito bons, retiro desse cesto de bondades minhas queridas angústias e cobranças que me faço todos os dias. Um dos fatores fundamentais para meu desejo de fazer mais e mais vem de algumas pessoas especiais, que eu adoro estar perto, me acalmam, me fazem pensar que ainda existem pessoas desprovidas de um individualismo e competição sem olhos nem ouvidos, são loucas ao ponto de viajarem em meus devaneios, e eu obviamente vou às nuvens com o devaneio delas. Será que sou só eu que pensa que ser excessivamente racional é como, aqui tomo a ousadia de plagiar Einstein, "tentar resolver os problemas com o mesmo pensamento que usamos para criá-los?" Deixando essa carga de subjetividade crazy um pouco de lado, quero falar agora do pós trabalho. Estava eu com a Lari(amo essa menina com o mais puro dos sentimentos) em um andar da empresa que não o meu, e recebo uma ligação com um maravilhoso convite: vamos tomar um chopp? Perguntou a voz fofinha da Quel ao telefone, me atrevi a falar em Inglês só pra exercitar \O/. Então lá fomos nós tomar esse choppinho de leve, éramos 6 depois ficamos 7 sentados ali falando até do salmão psicanalítico, isso mesmo. Para saber mais só perguntando ao Beto nos comentários. Uma noite bastante agradável, tanto pelas pessoas que ali estavam, quanto pelo clima e o ar de novidade e descoberta. A certa altura da choppança algumas pessoas começaram a seguir rumo a sei lá onde, e ao fim ficaram 3, uma verdadeira sexta de três. Impressionante como estava me sentindo bem, parecia o prelúdio do que estava por vir, algo me dizia que aquela sexta seria inesquecível. Então fomos nós, após mais uns choppinhos perambular pelo Rio. Pegamos um taxi e lá fomos nós em busca de um caixa 24H, depois de rodar o centro inteiro e não encontrar, resolvemos desistir e seguir caminho para a Zona Sul, fomos para o Cobal do Humaitá. Um lugar super gostoso, aconchegante e pitoresco, sentamos para comer comida mexicana, e comemos muito, muito de verdade, foi uma festa. Uma atendente tentou estragar a nossa noite sendo excessivamente indelicada, mas nada poderia estragar aquele momento fantástico. Conversamos muito, falamos dos nossos crazy dreams, projetos etc. Em suma, foi uma noite pra lá de produtiva. A única coisa que posso afirmar é: há mais coisas do Centro do Rio ao Cobal do Humaitá que sonha nossa vã filosofia.
Forte abraço!
sábado, 19 de maio de 2012
[PÉPINIÈRE TRAINEE] BRUNO PEGORARO
Bruno Pegoraro por ele mesmo:
PP - Olá Pegoraro, tudo bem?
BP - Eai Genéé'!!! suave!?
PP - Fala um pouco sobre você, quem é Bruno Pegoraro?
Bruno FRANCISCO Pegoraro, apesar do Chico não ser o nome mais bonito é assim o nome completo do rapaz de 26 anos, Adminstrador pela Anhembi Morumbi, nascido em São Caetano do Sul e vivendo em Santo André!
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BP - Eai Genéé'!!! suave!?
PP - Fala um pouco sobre você, quem é Bruno Pegoraro?
BP - Eu por eu mesmo...uma metamorfose ambulante. Gosto de mudar, de aprender e principalmente conhecer pessoas. Acho que o mundo é entender cada ser humano, sua única complexidade e atitude diante das situações diversas que vivemos. Gosto de amigos e tenho mais ciúmes deles do que de uma namorada, pois sempre os cultivei como meu futuro!
PP - Pegoraro, você é trainee da Divisão de Produtos Profissionais da L'Oréal, não é mesmo? Conta pra gente quais são os desafios de ser trainee da maior empresa de beleza do mundo.
BP- Exatamente, aprendiz de cabeleireiro! DPP te oferece o mundo para conhecer pessoas, em sua maioria, excêntricas, divertidas e com muitos altos e baixos. O maior desafio é a venda em si!Hoje acredito profundamente no meu relacionamneto com os clientes, cada um com sua personalidade. Falando em L'Oréal como todo, acredito que o desafio é primeiramente interno, fazer com que as pessoas se conheçam, troquem, compartilhem e trabalhem juntas e pra fora, termos maior proximidade...sempre!
PP - Quais são as suas responsabilidades na área?
BP- Meu desafio é aumentar a distribuição dos produtos L'Oréal Profissionnel, principalmente no ABC paulista e claro, manter os objetivos comerciais em dia!
PP - Conte-nos um pouco como você encarou o processo seletivo, quais foram suas angústias, sentimentos e expectativas.
BP- A maior empresa do mundo apareceu na minha vida por acaso! Ao entrar na dinâmica, fui muito tranquilo, encarei como algo natural na vida de um futuro trainee! Ao passar as etapas, o frio na barriga extrapola, rs, mas ao chegar na final, vc se depara com grandes pessoas. Umas mais inteligentes, outras mais rápidas e aí sim vem o desafio.
PP - De que modo você acha que essa experiência irá somar em sua carreira profissional?
BP - Gené, qualquer experiência agrega, não importa se ela é boa ou ruim. Levo muito a vida dessa maneira. Acredito profundamente nas pessoas e que elas vão me dar a sabedoria que eu tanto almejo! Pra mim tudo se resume às pessoas, basta vc pensar em quem escreve livros, quem cria computadores, quem constroi casas, nada é feito "do nada", as pessoas que criam, copiam, montam e constroem.
PP - O que você diria para aqueles que querem ser trainee?
BP- Determinação, espontaneidade e acreditar
PP - Pegoraro muito obrigado pela entrevista!
BP - Gené, eu que agradeço a oportunidade. Vc é um cara magnífico. Parabéns!
quarta-feira, 16 de maio de 2012
CHOVE LÁ FORA QUAL CHUVA
Chove lá fora qual chuva
dentro do meu coração
Sinto a tristeza caindo
Em pingos de dor
Solidão
É ruim ter tanto amor
Sendo só
Que o sol não ousa nem chegar
E só Deus pode me consolar
Dessa dor
Ah!
Como você foi ruim
Nem meu pranto fez
Você ficar
Nem a chuva fezVocê voltar
dentro do meu coraçãoSinto a tristeza caindo
Em pingos de dor
Solidão
É ruim ter tanto amor
Sendo só
Que o sol não ousa nem chegar
E só Deus pode me consolar
Dessa dor
Ah!
Como você foi ruim
Nem meu pranto fez
Você ficar
Nem a chuva fezVocê voltar
Assim cantou Zeca Baleiro em sua música intitulada "Chuva". Sim, é um pouco melancólica mas todos hão de convir que um pouquinho de melancolia não faz mal a ninguém. Eu entendo os tempos de chuva constante como preâmbulos do pensar.
Poderíamos até evocar o grande Dominguinhos quando ele disse: "Que falta eu sinto de um bem. Que falta me faz um xodó". Eu por exemplo estou escrevendo esse texto no exato momento em que me encontro envolto de chuva, que cai lá fora e esfria o tempo, que cai e aflora os sentimentos… Talvez eu esteja escrevendo esse texto porque penso que as pessoas andam tão separadas, tão individualizadas, que só uma chuvinha pra unir um monte de gente em baixo de uma marquise, chuva que talvez faça uma alma perdida colaborar e oferecer uma carona de guarda-chuva.
Li em algum lugar a seguinte frase: alugo-me para tempos de frio, durmo de conchinha, faço cafuné e ainda altero meu status do facebook. Vou parar de escrever porque estou com frio, vou pra debaixo de meus pensamentos, me agasalhar de sonhos.
Poderíamos até evocar o grande Dominguinhos quando ele disse: "Que falta eu sinto de um bem. Que falta me faz um xodó". Eu por exemplo estou escrevendo esse texto no exato momento em que me encontro envolto de chuva, que cai lá fora e esfria o tempo, que cai e aflora os sentimentos… Talvez eu esteja escrevendo esse texto porque penso que as pessoas andam tão separadas, tão individualizadas, que só uma chuvinha pra unir um monte de gente em baixo de uma marquise, chuva que talvez faça uma alma perdida colaborar e oferecer uma carona de guarda-chuva.
Li em algum lugar a seguinte frase: alugo-me para tempos de frio, durmo de conchinha, faço cafuné e ainda altero meu status do facebook. Vou parar de escrever porque estou com frio, vou pra debaixo de meus pensamentos, me agasalhar de sonhos.
Forte abraço!
segunda-feira, 14 de maio de 2012
DIA DAS MÃES
MÃE EU TE AMO MUITO!!!!!!
Forte abraço!!!
quarta-feira, 9 de maio de 2012
TEXTO BABACA, POR FAVOR NÃO LEIA.
Outro dia uma grande amiga disse uma coisa que me deixou pensando a respeito. Ela disse que eu consigo ver a parte boa das coisas, e nunca vejo as coisas ruins. E ela mesmo concluiu que se vejo as coisas boas, automaticamente as ruins são superadas, reduzidas. Fiquei com isso na cabeça, pensei sobre o assunto, e tentei catalogar meus próprios comportamentos. Então tive uma surpresa bem legal, vi que ser feliz é realmente possível, basta procurar o ângulo correto de observar as coisas, os fenômenos, ver o que está lá, está vendo? Está lá! Não lembro se foi ontem, mas me recordo de ouvir de um colega a seguinte frase: a Lapa é muito perigosa, tem que tomar cuidado, é muito perigoso mesmo. Certo, não estou dizendo que não é, o que quero dizer é que quando estive na Lapa, obviamente tomei todos os cuidados, mas o que mais me interessava era ver os arcos, ver os casarões, ver a excentricidade das pessoas, seus comportamentos miscigenados, seus saberes próprios que compõem esse universos flexível e diverso que é a Lapa. Então pode-se dizer sem titubear, que você vai encontrar onde você for, aquilo que você quer encontrar, se quero ver como a Lapa é bela, verei, se quero ver como a Lapa é povoada de pessoas perigosas verei. Você deve estar pensado: e os problemas, eles não existem? Claro que existem, eles estão lá, não significa que os ignoro, muito pelo contrário, gosto de me debruçar sobre eles e elaborar perspectivas possíveis. Abro um parêntese aqui para fazer um apelo, PRECISAMOS COM URGÊNCIA PENSAR O MUNDO, pensar sobre as coisas que o compõe e traçar estratégias para viabilizar uma solução sustentável e viável, todos podem ser os filósofos de seu tempo. Mas voltando a falar de ser feliz, ser feliz é vibrar por conseguir andar sobre um skate, sobre um patins, vibrar por conseguir o emprego dos sonhos, por ter uma ideia maravilhosa que desemboca em um projeto interessante, ver o mundo como ele se apresenta e tirar dali o melhor, perceber que à tarde, mais ou menos umas 17h, é possível ver do Aterro do Flamengo, o sol se chocando contra o Pão de Açucar e achar o reflexo do sol um escândalo de tão belo e perfeito. Percebeu? As coisas simples também estão lá, elas compõem a cena, e de tão simples que são, tornam-se complexas a olhos desavisados. Perdemos algo muito importante que é a habilidade de perceber o que está a nosso redor como fonte que agrega valor à vida. Já falei aqui neste blog uma série de coisas mais legais que esse texto chato e piegas, mas me deu vontade de falar sobre isso, eu sou feliz, muito feliz, e nem adianta dizer que ser feliz é um estado, porque para mim ser feliz é, e a cada dia vejo algo que renova meu sorriso, me dá força para ser e fazer. Como diria os Engenheiros do Hawaii: somos quem podemos ser, sonhos que podemos ter.
Forte abraço!
segunda-feira, 7 de maio de 2012
MAIS UMA DOSE, É CLARO QUE EU TÔ AFIM.
Mais uma vez fui andar de skate na maravilhosa, sublime, aconchegante, segura e adorável orla do Rio. Mas dessa vez com um ingrediente a mais, estava no Aterro do Flamengo, com uma maravilhosa vista para o Pão de Açucar, e com uma patinadora profissional, isso mesmo, minha linda, sorridente, estilosa e rápida amiga Sigilião, Renata. Nos encontramos na estação Botafogo, e agora são 7, o número de estações que eu conheço, não é legal? Bom, a Re dirige muito, muito bem, e fez, segundo ela mesmo disse, várias cariocadas. Bom, depois de encontrarmos um lugar para estacionar, ficando de olho para não acidentar uma vovozinha que estava passando, lá fomos nós com nossos instrumentos "manobrísticos" rumo à orla do Aterro. Lá encontramos mais uma orla fechada aos carros e aberta à diversão, a avenida larga não estava tão cheia, o que facilitava nosso passeio sobre rodas. Re com seus patins imponentes e velozes, logo tratou de filmar minha peleja com o skate, sacou o seu iPhone e começou a fotografar, Re, para! Era o que eu dizia o tempo inteiro, morto de vergonha. Então seguimos na avenida sentido Centro, e em determinado ponto entramos para a ciclovia sentido contrário. Lugar muito agradável, arborizado e fresco, mesmo sob o sol forte o clima era propício ao bem-estar. Era muito legal quando se aproximava uma ladeirinha, para mim era um misto de medo e felicidade por estar navegando na prancha de rodinhas, foi muito legal, Re abria os braços nas decidas como se fosse voar, o vento balançando seu cabelo estilo a cena do Titanic sobre rodas. Bom ia tudo muito bem até ela me deixar pra trás, muito pra trás mesmo, eu inocentemente tentava acompanhá-la, sem sucesso, então resolvi exercitar minhas manobras e esquecer a possibilidade de alcançá-la. Depois de um tempo ela me esperou, e eu perguntei se ela havia esquecido que eu sou café com leite. Resolvemos tomar uma água e sentar para apreciar a vista, o Pão, e as ilhas ao entorno da orla. Vez ou outra um avião decolava do Aeroporto Santos Dumond, e eu olhava como se quisesse voar junto com eles, queria ver tudo aquilo do alto, mesmo sabendo que minha felicidade estava acima do lugar mais alto que ele poderia alcançar. Após a foto oficial do primeiro encontro internacional de skate e patins com a presença de dois participantes. Voltamos para o lugar onde estava o carro, estava ao lado da rua Paisandu da pra acreditar? Guiei a Re até a estação Flamengo, baiano guiando carioca no Rio da contramão não é Sigilião? Fiquei na estação Flamengo, fui a um boteco comprar um ranguinho e fui pra casa, nesse caso não era o fim, mas o início, a inauguração da dupla mais radical do Rio.
Forte abraço!
domingo, 6 de maio de 2012
BELO, COM BONDE OU SEM BONDE.
Ontem fui ao tradicional bairro de Santa Teresa, lá no alto da ladeira, que subi de kombi. O acesso ao bairro era feito pelos lindos e tradicionais bondinhos, que infelizmente não circulam mais por conta de um acidente ocorrido há um tempo atrás. Fiquei muito triste por não subir de bondinho, sei que seria uma experiência única. Mas lá fui eu e professora Simone, subindo a ladeira enquanto a pro já conversava com uma senhora que estava ao lado. Conversavam sobre os restaurantes, a situação dos bondes e sobre os pontos a serem visitados no bairro. Fomos a um lindo e pitoresco restaurante chamado Santa Arte, e lá pedimos uma Heineken devidamente gelada. O restaurante tinha trombones antigos, esculturas e paredes de pedra. Fomos atendidos por uma garota espanhola, que também tirou uma foto minha e da pro Simone sob o aviso de que caso a foto ficasse ruim não pagaríamos a conta. Pedimos o almoço e ficamos contemplando as belas paredes e objetos do restaurante. Depois de comer, saímos para conhecer o bairro. É impressionante que mesmo sem os bondinhos, os trilhos no chão já dão um aspecto nostálgico, dão um toque especial às ruas de pedra. Caminhamos bastante, subimos e descemos ladeiras na esperança de descobrir algo escondido por entre as casas do século passado. É comum estar em um lugar e ninguém falar português, é uma verdadeira salada linguística. Continuamos a caminhar enquanto éramos seguidos pelos trilhos do bonde, a cada passo lá estavam eles, recusando-se a sair, resistindo ao tempo e espaço. Nosso objetivo era chegar a um local bem propício a uma foto do rio, já que o bairro é no alto. Mas logo vimos uma placa onde se lia: Museu da Ruína, Mirante Chácara do Céu. Então lá fomos nós conhecer, não poderíamos perder essa oportunidade. Lá estava acontecendo para nossa surpresa, a feira de literatura de Santa Teresa, em um espaço muito bacana, com crianças brincando, pessoas curtindo a vista, e casais namorando apaixonadamente em um lugar apaixonante. Passamos por uma mesa onde era possível assinar um abaixo assinado pela volta do bondinho, e lá deixei minha assinatura. Fomos ao Museu da Ruína, uma casa imensa que por muito tempo foi o ponto de encontro de intelectuais no Rio de Janeiro. Por dentro da casa foram estaladas escadas de metal que dão acesso a todos os andares da casa. Tiramos foto em todos os andares, e a cada degrau subido, a paisagem nos brindava com sua beleza. De um lado, o Aterro do Flamengo, Copacabana e o Pão de Açúcar, do outro os arcos da Lapa e o centro antigo. Já era cinco da tarde quando a lua começou a aparecer, uma lua imensa que todos olhavam bestializados. Era chegada a hora de partir, pois pro Simone estava de viagem marcada para as 21h, então lá fomos nós, de volta para o futuro, pro Simone só dizia que o tempo ficou curto, que ela queria ter mais tempo para aproveitar aquele momento. Descemos para Glória andando, por uma escada pitoresca entre casas antigas e vilas. Chegamos a estação Glória e partimos, mas o sentimento de completude era notório, estávamos felizes por ter a oportunidade de estar ali, do alto de Santa Teresa, no topo da história do Rio.
Forte abraço!
NOS ARCOS DA LAPA, NOS BRAÇOS DO TEMPO.
Forte abraço!
sexta-feira, 4 de maio de 2012
NÃO-R,H-RRE
Hoje comecei a pensar sobre a importância da escuta no ambiente organizacional. Não me refiro apenas às práticas do RH, estou falando do ouvir como modelo se e somente se, para elucidar as complexas variáveis do contexto organizacional. Hoje surgiu meio que por acaso, a discução sobre o lugar que as empresas ocupam na conteporâneidade. Que lugar é esse? Seria lugar de sentido diante da falta de referência da era facebook? Fiquei então saboreando pensamentos durante o almoço, que aliás hoje, por questões pessoais, almocei sem a companhia dos colegas de cada meio dia. Então lá fui eu pensar sobre o papel das corporações no cardápio subjetivo da sociedade. Entre uma linha de pensamento e outra, comecei a levantar alguns verbos sobre a questão para facilitar minha problematização. Viver, sentir, estar, ser, compartilhar e fazer, são alguns dos verbos que compõem a problemática da composição sócio-elaborativa de cada um. Porém, um verbo ocupa lugar de destaque, e impõe às organizações a obrigação de usá-lo diariamente, o verbo OUVIR. Não se pode pensar em um H completo, sem o exercício do ouvir enquanto ferramenta indissociável do saber o "que" da questão. Convido-nos a pensar o OUVIR como ferramenta mor para a elaboração de sentido das organizações, que precisam ser metamórficas ao ponto de estar sempre acompanhando os desdobramentos da história. Já aqui a essa altura deste texto, começo a pensar que o termo ouvir não dá conta do que estou querendo dizer, então pensaremos ouvir como metáfora pulsante do perceber. Precisamos com urgência observar cada palavra e gesto do funcionário(não me soa bem o termo colaborador), que tem na organização seu porto seguro, mas que a forma de se relacionar com esse ser de sentido ainda não lhe parece claro. Às organizações resta reconhecer o seu papel como agente representativo dessa intrincada relação, e saber que esse jogo amoroso não terá fim. Buscar o "casamento" com o funcionário talvez não seja mais a forma correta desse enlace amoroso, apenas "ficar" alimenta o turnover, e agora? Quem tiver a resposta me fala, mas estou buscando saber, caso descubra antes aviso.
Forte abraço!
quinta-feira, 3 de maio de 2012
[PÉPINIÈRE TRAINEE] FERNANDO BADALOTTI
Olá amigos do Pépinière!
Hoje se inaugura uma série de entrevistas com jovens talentos que assumiram posição de trainee em grandes corporações.
E para abrir nossa série de entrevistas está aqui hoje o trainee da L’Oréal Fernando Badalotti.
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Fernando tem 25 anos, é da cidade de Erechim - RS, formado em Direito pela URI Erechim, Fernando Badalotti é aprendiz nato, sempre aberto a novas experiências e com fome de ser feliz.
PP - Olá Fernando, tudo bem?
FB - Tudo certo, e contigo tchê?
PP - Fala um pouco sobre você, quem é Fernando Badalotti?
FB - Quem sou eu? Eu sou apenas um rapaz latino americano, sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindo do interior.. hahaha!
Falando sério, eu sou apenas mais um tentando vencer na vida, porém com uma pequena diferença, tenho muita clareza dos meus objetivos e de maneira alguma coloco os meus princípios e valores em jogo. Quando falo em vencer na vida, é vencer como homem, é olhar para trás e ver que construí uma história digna, uma vida correta.
PP - Fernando, você é trainee da área de Inteligência Comercial da Divisão de Cosmética Ativa da L’Oréal não é mesmo? Conta pra gente quais são os desafios de ser trainee da maior empresa de beleza do mundo.
FB - É um privilégio ser trainee na L’Oréal. Eu sempre digo que não foi somente a L’Oréal que me escolheu, eu também escolhi essa empresa! Os desafios são grandes, como não poderia ser diferente.. Pra quem veio de fora, assim como eu, acredito que o primeiro desafio tenha sido a mudança de cidade, mas é um desafio completamente superável. Outros desafios aparecem no caminho, mas acredito que o maior deles seja comprovar as expectativas que nos foram depositadas, ou seja, confirmar que realmente temos potencial para estar aqui.
FB - Hoje sou responsável pela parte de Sell In da Inteligência Comercial. Trabalho diretamente com os números que nossos KAs e gerentes fazem no campo, tendo contato direto com eles.
PP - Sell In da Inteligência Comercial e KAs?
FB - Sell in é a venda feita para as redes ou distribuidores, existe tambem o Sell out, nesse caso a venda é feita pra fora da farmácia, ou seja, pro consumidor final. Os KAs são os Key Accounts, os "gerentes de conta".
PP - De que modo você acha que essa experiência irá somar em sua carreira profissional?
PP - De que modo você acha que essa experiência irá somar em sua carreira profissional?
FB - Essa experiência será, e já está sendo, fundamental. Como tenho pretensões de ir para o campo, acho vital uma experiência interna, ainda mais atuando na inteligência comercial, uma área que me proporciona uma visão bastante ampla do nosso negócio, dos nossos números e da nossa atuação. Tenho plena ciência da importância desse momento para o meu futuro profissional.
PP - Conte-nos um pouco como você encarou o processo seletivo, quais foram suas angústias, sentimentos e expectativas.
FB - Encarei de forma natural, como deve ser. A expectativa, é óbvio, era a da aprovação! Não existe estratégia a ser seguida, o importante é ser autêntico e mostrar exatamente quem tu és, sem personagens. O sentimento da aprovação é ótimo, a espera pela resposta final é algo realmente angustiante, e, independente da resposta, sempre vale a pena. É importante tirar lições mesmo quando a resposta não vier positiva. Futuro? É tentar aprender o máximo nesse período de trainee para que quando a cobrança vier, e ela virá, eu possa estar preparado para enfrentar.
PP - O que você diria para aqueles que querem ser trainee?
FB - Diria “continuem querendo, não desistam!” Ser trainee não é algo intangível, pelo contrário, basta traçar seu objetivo e correr atrás. A competência deriva muito da sua vontade, da sua determinação de buscar o objetivo traçado. Trace seu objetivo e busque ele, seja o protagonista da sua vida!
PP - Fernando muito obrigado pela entrevista!
FB - Bah tchê eu que agradeço a oportunidade!
VOCÊ TAMBÉM QUER FAZER SUA PERGUNTA AO FERNANDO? ENTÃO PERGUNTE NOS COMENTÁRIOS!
Forte abraço!
quarta-feira, 2 de maio de 2012
PHOTO-CHOPP
Os objetos ganham formas variadas dependendo do ângulo do observador e as cores são a combinação luz e sombra na superfície do objeto. Isso que acabei de dizer versa sobre conceitos da Física do saudoso Einstein e seus pares. Aqui me atrevo a inserir um elemento importante na forma em que as pessoas enxergam as coisas, o "Photo-Chopp", que muda as de figuras de acordo com a embriaguez subjetiva. Nos acostumamos a mudar a imagem das pessoas a nossa revelia, fazer das imagens o que esperamos dela, e assim deixamos de ver o que ela realmente é. Esse não é um texto de protesto, se trata de minha embriagada percepção do dia-a-dia, dos tempos onde o PhotoShop dita a moda, e diz como as pessoas devem ser em suas curvas e formas. Mas que embriaguez é essa que muda as formas vistas a ponto de torná-la imaginariamente real ao observador? Não me atreverei a adentrar a essa discussão sociológica por presumir que você já saiba o nome que se dá a esse tipo de comportamento. O importante é saber que do todo que se vê mais da metade é material de quem observa a cena à sua frente. O estopim para esse texto veio de observações que fiz hoje no metrô. Lá havia um bêbado fazendo pose, viajando em sua viagem enquanto viajava no metrô, dando risada, piscando olho para as mulheres e se sentindo um verdadeiro galã de Hollywood. Eu o via como um personagem ilustre dos quadrinhos cotidianos, com seus cabelos crespos e devidamente embaraçados, um bigode de gênio da lâmpada, uma mala de cacheiro viajante e um sorriso maroto e fagueiro de moleque travesso. Eu estava com fones no ouvido, ouvia o novo CD do Zeca Baleiro(2012) humildemente batizado de "O disco do ano". A música ilustrava brilhantemente o momento, era a trilha sonora perfeita para aquele momento inusitado e cheio de material para eu chegar a toda essa viagem. Obviamente não sei o que as outras pessoas pensavam, qual o nível de photo-chopp que eles estavam usando em suas percepções, mas eu juro que estava torcendo para ele começar a cantar uma cantiga dos tempos de outrora, queria eu abdicar dos meus fones e passar a ouvir sua cação embriagada de pinga e ternura. Deixamos de aproveitar as idiossincrasias, a beleza sem pré-juizo, sem artimanhas segregadoras, e em suma, sem Photo-chopp. Que há beleza na diversidade já sabemos, mas o que será da diversidade se não a reconhecermos enquanto essência agregadora de valor? Tudo isso vai depender de quantos copos de photo-chopp tomamos antes de sair por aí a caminhar na rede de pontos e nós que se entrelaçam na tentativa de gerar algo que se some positivamente ao todo.
Forte abraço!
terça-feira, 1 de maio de 2012
1º DIS-MAIO
Hoje foi um dia muito especial para mim pois além de fazer exatamente um mês que estou aqui no Rio, encontrei uma das pessoas responsáveis por meu desejo aguçado por RH. Ela fala de Psicologia Organizacional com um brilho todo especial nos olhos, não gosta muito do status quo, e por isso pensa um RH na essência filosófica da relação humana. É uma cinéfila de primeira, conhece filmes como ninguém e é apaixonada por tudo que envolva arte. Anda pelas ruas apreciando a arquitetura dos prédios antigos, repara em cada detalhe, cada curva de suas paredes históricas e belas. Estou falando de uma professora querida por todos os seus alunos e ex-alunos, adorada por todos, que insistem em lhe chamar de professora, pois o mestre de verdade nunca deixará de sê-lo. Depois dessa rasgação de seda, quero falar um pouco desse bom encontro. Encontrei minha pro Si, no belíssimo Hotel Venezuela no Aterro do Flamengo, um hotel lindo em sua singularidade, com traços coloniais e um semblante pitoresco. Saímos em busca de um lugar para comer algo e obviamente conversar, falar das novidades, que não são poucas. Pro Si veio ao Rio para participar do V Congresso Brasileiro de Psicologia Organizacional e do Trabalho, onde apresentará dois trabalhos e advinha qual foi o papo, RH ora bolas. A sensibilidade da Pro com o tema é inimaginável, ela conhece autores e mais autores que dedicam suas vidas a novas possibilidades de fazer RH. Falei um pouco sobre minha experiência trainee, e ela imediatamente inseria possibilidades para minha atuação, me sugeriu filmes, livros, artigos e textos, me deu ideias fantásticas, ideias possíveis de serem aplicadas, e que são inovadoras na essência. Depois de alguns vinhos e chopps secundários, saímos para conhecer as imediações. Logo ao sair do restaurante percebemos as belas e imponentes palmeiras imperiais, sei que se estivesse só não daria a atenção devida à beleza daquelas palmeiras. Paramos e esticamos nosso pescoço para cima para tentar ver onde terminavam aquelas árvores tão altas e belas. Continuamos a caminhada e a cada prédio parávamos para apreciar a beleza da arquitetura do Aterro. Foi a primeira vez que fui ao Aterro do Flamengo e fiquei encantado com as ruas e prédios, é um ambiente muito gostoso para estar e morar, não tenho dúvidas disso. Bom, nossa caminhada desembocou na Estação Flamengo, onde falamos um pouco sobre o lugar e como não poderia deixar de ser, lembramos do famigerado metrô de Salvador. Lembramos com muito pesar como somos atrasados por motivos políticos, padecemos de um péssimo transporte enquanto vemos um metrô simples e funcional como o do Rio de Janeiro. Aqui terminou a nossa viagem nos trilhos do Rio e na estação da alegria desse bom encontro.
Pro Si, estou muito feliz por você estar aqui!!!!!
Forte abraço!!
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