Outro dia uma grande amiga disse uma coisa que me deixou pensando a respeito. Ela disse que eu consigo ver a parte boa das coisas, e nunca vejo as coisas ruins. E ela mesmo concluiu que se vejo as coisas boas, automaticamente as ruins são superadas, reduzidas. Fiquei com isso na cabeça, pensei sobre o assunto, e tentei catalogar meus próprios comportamentos. Então tive uma surpresa bem legal, vi que ser feliz é realmente possível, basta procurar o ângulo correto de observar as coisas, os fenômenos, ver o que está lá, está vendo? Está lá! Não lembro se foi ontem, mas me recordo de ouvir de um colega a seguinte frase: a Lapa é muito perigosa, tem que tomar cuidado, é muito perigoso mesmo. Certo, não estou dizendo que não é, o que quero dizer é que quando estive na Lapa, obviamente tomei todos os cuidados, mas o que mais me interessava era ver os arcos, ver os casarões, ver a excentricidade das pessoas, seus comportamentos miscigenados, seus saberes próprios que compõem esse universos flexível e diverso que é a Lapa. Então pode-se dizer sem titubear, que você vai encontrar onde você for, aquilo que você quer encontrar, se quero ver como a Lapa é bela, verei, se quero ver como a Lapa é povoada de pessoas perigosas verei. Você deve estar pensado: e os problemas, eles não existem? Claro que existem, eles estão lá, não significa que os ignoro, muito pelo contrário, gosto de me debruçar sobre eles e elaborar perspectivas possíveis. Abro um parêntese aqui para fazer um apelo, PRECISAMOS COM URGÊNCIA PENSAR O MUNDO, pensar sobre as coisas que o compõe e traçar estratégias para viabilizar uma solução sustentável e viável, todos podem ser os filósofos de seu tempo. Mas voltando a falar de ser feliz, ser feliz é vibrar por conseguir andar sobre um skate, sobre um patins, vibrar por conseguir o emprego dos sonhos, por ter uma ideia maravilhosa que desemboca em um projeto interessante, ver o mundo como ele se apresenta e tirar dali o melhor, perceber que à tarde, mais ou menos umas 17h, é possível ver do Aterro do Flamengo, o sol se chocando contra o Pão de Açucar e achar o reflexo do sol um escândalo de tão belo e perfeito. Percebeu? As coisas simples também estão lá, elas compõem a cena, e de tão simples que são, tornam-se complexas a olhos desavisados. Perdemos algo muito importante que é a habilidade de perceber o que está a nosso redor como fonte que agrega valor à vida. Já falei aqui neste blog uma série de coisas mais legais que esse texto chato e piegas, mas me deu vontade de falar sobre isso, eu sou feliz, muito feliz, e nem adianta dizer que ser feliz é um estado, porque para mim ser feliz é, e a cada dia vejo algo que renova meu sorriso, me dá força para ser e fazer. Como diria os Engenheiros do Hawaii: somos quem podemos ser, sonhos que podemos ter.
Forte abraço!
acho ótimo qdo alguém pode dizer que está feliz, parece q nos dias de hoje dizer q está feliz é sinônimo de babaquice, vc mesmo nomeia o seu texto de babaca... Nada disso,é claro que não é fácil, mas talvez estejamos invertendo a vida e gozando de dizer q estamos deprê ao invés de falarmos q estamos felizes com as pequenas e grandes coisas q a vida nos proporciona.
ResponderExcluirContinue feliz e sábio, pois isto não é babaquice, é sabedoria!
a música tem tudo a ver com o texto,muito legal, felicidade e paraíso
ResponderExcluir