segunda-feira, 30 de abril de 2012

A INVENÇÃO DE HUGO CABRET



Hoje resolvi ver alguns filmes indicados ao Oscar 2012, tirando todo bairrismo dos críticos hollywoodianos, os filmes são realmente muito bons. Sei que "bom" é algo relativo, mas para mim, um filme tem que ter boa fotografia, boa trilha sonora, e ter um roteiro ilustrativo, quero dizer, um roteiro que mostre a realidade de uma época, que mostre o modo de viver e ser de determinado momento. Então vi o filme A Invenção de Hugo Cabret, do Diretor Martin Scorsese que concorreu a 9 estatuetas, e encontrei uma fotografia forte e marcante, aliados a uma trilha sonora que demarca o tempo, e uma história que nos prende frente à tela da curiosidade. Porém vendo o filme vi que algo me era muito claro, os personagens assumem papéis que vão muito além do que está posto, são papeis universais. Isso me fez durante todo o filme, fazer correlações entre os personagens do filme e muitos "personagens" do cotidiano. Hugo vai à luta em busca de seu sonho, se depara com diversos mundos, passa do abandono à glória, de perseguido por ser só, a aclamado por ser gênio. O que mais achei interessante foi ver que foram as dificuldades que levaram Hugo rumo ao objetivo, foram as perseguições que fizeram dele um perseguidor dos sonhos. Não sou bom em filmes, por isso talvez não esteja sendo satisfatoriamente claro, mas sei que vejo esse filme a anos, por todos os lugares onde olho. Mudam-se as histórias, mas o enredo é sempre o mesmo.


Forte abraço!

ENQUANTO ISSO NO RIO DE JANEIRO



domingo, 29 de abril de 2012

FUTEBOLÊZ DE BAR

Esse foi um final de semana de grandes clássicos do futebol brasileiro. Vários clubes defendendo seus mantos sagrados, seu escudo venerado por milhões de apaixonados. Os jogadores com seus cabelos pitorescos e suas chuteiras extravagantes, correm atrás da pelota em busca da meta. Mas não estou aqui para falar do futebol mas do futebolêz de bar. Duas torcidas juntas, sem policiamento, sem hostilidades e com muita cerveja gelada. No estádio de futebol a cerveja é proibida, por quê? O bar prova que não é o álcool o responsável pela violência. Ôpa, cruzamento na área! huuuuuuuuuuuuuuu! E desce a cerveja!!!! Cada jogada é um gole, e o mais legal é que no bar podemos ver o jogo ao lado dos melhores comentaristas, árbitros e jogadores, isso mesmo jogadores. É muito talento para uma mesa de bar só, é muito craque pra pouca tela LCD. Ao término do jogo uns tristes, outros alegres e outros alheios a tudo, só curtindo as resenhas de ambos os lados. Mas, do que serviria isso tudo? A quem serviria a vitória se após o apito do juiz tudo silencia? Não haveriam vencedores, só há vencedor se for possível ligar pro amigo e resenhar a sua derrota sofrida. É maravilhoso o futebolêz de bar, tem até repetição da jogada, tira teima, etc. Em uma de suas músicas Rodrigo Bittencourt cantou "Prefiro o poeta pálido anti-homem que ri e que chora, que lê Rimbaud, Verlaine, que é frágil e que te adora, que entende o triunfo da poesia sobre o futebol, mas que joga sua pelada todo domingo debaixo do sol".


Forte abraço!

sábado, 28 de abril de 2012

A ORGANIZAÇÃO COMO UM ESPELHO FRENTE A OUTRO ESPELHO


As organizações oferecem muitas possibilidades, principalmente por estarem passando por um momento de transformação constante. Ontem o jornalista e escritor Zuenir Ventura contou um pouco de sua estória em um evento lá na empresa e a única coisa que ficou fixa em minha cabeça foi:  "como é difícil se apropriar das transformações do agora", como é complicado interpretar o todo da história que se faz hoje. O Luiz(não lembro o sobrenome) respondeu citando a alienação, o que me fez pensar que ele não entendeu a minha pergunta, e por isso foi raso em sua contribuição. Não se trata de estar alienado, você pode estar a par das transformações sócio-econômicas mundiais, da revolução da internet, das mídias digitais, das transformações no mundo Árabe etc. mas pegar isso tudo, juntar e dizer: isso culmina nisto, em uma amálgama superior, é que, a meu ver, é a raiz do problema, e aqui trago as organizações que obviamente não estão alheias a tudo isto. As organizações já trazem em si a dificuldade de entender a relação trabalho x indivíduo. Lembro que Zanelli et. al. em seu livro "Psicologia Organizacional e do Trabalho" trata do trabalho como um elemento tão preponderante para o sujeito quanto a sexualidade dita por Freud. Entendo que esse é o ponto chave a ser elucidado: como esse "conjunto" de transformações implica na relação indivíduo x trabalho? Quem entender onde desemboca essas transformações poderá construir uma organização mais saudável e com resultados inimagináveis. A analogia um espelho frente a outro espelho me veio exatamente desse infinito que são as relações interpessoais. Lembro que em uma das das palestras que assisti no rhRio, o palestrante dizia que quanto mais contatos aquele profissional tem mais rebuscada e completa é a sua visão do todo da empresa, da sociedade etc. Não podemos ver a organização como um espelho frente o Sol, incomodando os olhos de quem tenta fitar sua dinâmica, dificultando a percepção de quem tenta observar com mais avidez suas nuances e possibilidades. 


Forte abraço!



sexta-feira, 27 de abril de 2012

[CONVIDADOS] PSICANÁLISE E RH

Hoje se inaugura a sessão "Convidados" do blog Pépinière, e para dar início convidei uma pessoa que sabe muito de Psicanálise(tema que eu adoro) e ainda tem vasta experiência em Recursos Humanos.
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Freud dizia que para ser feliz o homem precisava amar e trabalhar. Mas a qual trabalho estava se referindo ? A este que escraviza, inibe, acomoda, faz um acoplamento entre “os requisitos do cargo e as habilidades e competências do indivíduo?” Penso que estava falando de um trabalho no qual o sujeito se reconhece, um trabalho que estabeleça  um entrelaçamento da singularidade com o  universal da cultura, que seja permeado por disciplina, responsabilidade e compromisso mas sempre uma fonte de prazer para aquele que o realiza. Este trabalho tem como mola mestra o desejo e não a tal da motivação, pois é ele que nos incita a ir além, sem a devastação com o fracasso ou a megalomania com a vitória. E pensar que houve (ou há ?) um tempo em que se dizia (ou diz?) que psicanálise e RH seriam excludentes! Enquanto as empresas ouvirem os quereres e não os desejos dos homens, ainda teremos a rotatividade, a doença ocupacional e até os acidentes de trabalho. É necessária a “escuta”, escuta esta oferecida pela psicanálise, de um sujeito desejante, para que tenhamos até  empresas mais produtivas, porque com certeza estarão trabalhando com sujeitos mais felizes.
COMENTEM!!!!!

 
Conceição Vita é psicóloga, psicanalista, professora de IES, trabalhou por 19 anos em organização, autora dos artigos: Corpo e Psicose, O Gozo da Psicose, A Dor e a Delícia do Discurso Amoroso, dentre outros.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

CONGRESSO RHRIO 2012 - DA RUPTURA À INOVAÇÃO


Entre os dias 24 e 25 estive no Congresso RHRIO 2012. Foi uma experiência maravilhosa, palestras fantásticas e pessoas engajadas em fazer um RH mais humano. Me arrisco a inverter a ordem, e dizer que ao invés de recursos humanos, seria mais interessante dizer humanos recursos, propondo uma humanização dos recursos empregados na construção de um RH sólido e que gere qualidade de vida. Vi palestras excepcionais, ministrada por pessoas que realmente se debruçam sobre o tema RH de maneira inovadora e ousada. Logo na primeira palestra que entrei pra ver, já entro tomando uma "pedrada", o Dr. Paulo Gaudêncio disse, e eu anotei é claro. "Empresas crescem como empresa quando levam em conta as emoções". Perfeito, entendo que quem conseguir, em âmbito geral, dar conta das emoções,  estará invariavelmente, fadado ao sucesso.(essa é minha(risos)). Quando terminou a palestra, fui imediatamente ao auditório 2 onde o tema da palestra era "O RH que prova seu valor". Essa palestra foi ministrada por Marco Dalpozzo e Marcos Cavalcanti, e aqui pude ver o grande desafio que é dar conta do resultado, estou falando de tratar da humanização, dá retenção, contratação e MANUTENÇÃO de talentos, diante de um mercado de acionistas show me the money. A palestra foi muito boa, e nos dá a tarefa de pensar estratégias de geração de resultados baseado no humano. Ambos foram consonantes nesse ponto, mostraremos nosso valor em quanto RH, quando mostrarmos o resultado, mensurar o processo dia após dia seria impossível, pois não se mede o humano pelo caminho, mas pela chegada, pelo que é entregue, e é aí que iremos valorar nosso capital humano. Como disse Dalpozzo na palestra, os CEOs nos deram a oportunidade de mostrar resultado, nos deram a confiança,  e é hora de montarmos nossas ferramentas inovadoras e mostrar nosso valor. No dia seguinte, cheguei ao Congresso com sede de networking, sou um Pépinière(farei um post explicando o porque do nome do blog), e obviamente, não poderia perder esta grande oportunidade de conhecer pessoas que se interessam pela relação homem x trabalho.  Fui correndo ver a palestra Remuneração e recompensa em um mercado aquecido". Foi muito legal, pois vi um case muito bom da Eletrobras, que reformulou sua forma de remunerar, e principalmente, mudou a classificação dos cargos, tornando muito mais dinâmicos e menos estereotipados. Em seguida o Antônio Linhares falou da organização como deuses. Fiquei fascinado pela exposição dele, fiz até uma pergunta, perguntei se o modelo de classificação poderia ser encontrado em qualquer empresa, e a resposta foi sim(peguei o contato dele, gente boa). Em seguida fui almoçar, comida muito boa, evento muito bem organizado, fiquei apaixonado por tudo. No retorno fui a uma oficina de tema "Como estimular pessoas a terem ideias inovadoras" dirigida pelo Humberto Sardenberg. Foi tudo de bom, fiquei em uma mesa com o pessoa da ABRH, eles me acolheram e a oficina de criatividade foi ótima. Precisávamos criar uma nova embalagem para um pacote de batata frita. Nos divertimos muito, criamos uma embalagem semelhante àquele porta copo com uma alavanca que ao ser acionada,  o copo sai. Pois criamos uma para sair a batata(risos), além de duas superfícies em forma de mão para outro modelo de embalagem, onde era possível limpar as mãos após comer a batata, e nesse o slogan foi de minha autoria, foi muito engraçado porque na apresentação da ideia nossa representante disse "O slogan  de autoria do baiano"(risos). Ah! o slogan foi Meta a mão nessa embalagem!(risos). Em seguida fui visitar os estandes, haviam várias empresas demostrando seus produtos e serviços, conversei bastante com representantes, ganhei vários brindes que sorteei na empresa, foi muito legal. E por fim, participei de uma palestra muito bacana com o tema "Mídias Sociais: você já tem que tratar desse assunto! Com o Flávio Mendes da IBM e Ana Gomes da KPMG. Aprendi muito com o case da IBM. O Flávio falou de uma rede social intranet, achei muito legal a exposição dele. A Ana falou mais do ato de gerir as mídias digitais e as implicações desta modalidade, ela é fantástica. A essa altura já havia feito amigos, O Jhony e a Renata, ambos do RH da Globo. Quando estávamos indo embora, combinamos de ir juntos, eu e a Renata, identificamos que moramos um próximo ao outro, mas a surpresa estava por vir. O Executivo da IBM, gente vocês entenderam? O E-xe-cu-tivo da I-B-M(risos) mora também na mesma região e fomos juntos no mesmo taxi. Ele foi falando da IBM, e eu obviamente perguntando tudo. Ele super gente boa, solícito, me deu o cartão dele. Quando cheguei em casa pensei: a diferença entre uma pessoa jactante e uma humilde é a inteligência.



Forte abraço!!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

SOBRE A CHUVA, O ASSOBIO E O CACHORRINHO

Hoje foi um dia chuvoso aqui no Rio, tirei proveito da impossibilidade de sair, ou melhor, da falta de vontade em fazê-lo,(risos) para exercitar meu ócio criativo. Estou pensando alguns projetos que gostaria de propor, e para ser posto em sabatina, preciso eliminar as lacunas e saber se a proposta é viável, saber se não estou pensando dentro da caixa quando na verdade quero pular pra fora dela desesperadamente.(risos) Abri a janela e vi a chuva caindo, aqui do 8º andar olhei o horizonte e vi pingos graudos de chuva se chocando contra o chão. Gosto de olhar a chuva caindo, é como um intervalo no tempo, como se o relógio parasse de contar o tempo, e os ponteiros passassem a respeitar o tic, tac, dos pingos de chuva. Creio que seja esse o motivo de a pessoa se molhar mais quando corre na chuva, ou seja, não se pode correr onde a norma é apreciar a lentidão da brisa que cai, seria uma punição àqueles que nunca pararam para apreciá-la? Para não correr o risco da punição ando sob e sobre a chuva, e me aproveito da pausa do tempo para por no papel meus projetos, é o momento de produzir ideias, pensar possibilidades. A contra gosto lá fui ao mercadinho comprar leite e pão, e no caminho encontro um senhor conduzindo/sendo conduzido(risos) pelo seu poodle branco com roupinha azul. Imediatamente diminui o passo para observar o caminhar daqueles dois seres serenos e contentes. O cachorrinho estava sendo conduzido por uma guia que esticava uns três metros e ele fazia uso de toda a sua liberdade programada, todo serelepe e saltitante, fazia xixi aqui e acolá na maior alegria, afinal de contas tinha a tão sonhada atenção do seu escravo(risos). Derrepente percebi que aquele senhor estava muito feliz por seu cachorrinho ter levado ele para passear.(risos) Ele assobiava uma bossa, não me recordo qual, mas sei que era fiel à nota original. Mudava o tom, e caminhava, curtia o som e caminhava, a chuva caia e caminhava, e seu cachorrinho o levava para perto do que talvez ele imagine ser o ideal de viver. Cheguei ao mercadinho, e lá foram eles, sob a chuva que caia sem incomodá-los, pois o mais importante era aquele momento e nada mais.


COMENTEM!!!

Forte abraço!!!

sábado, 21 de abril de 2012

CORDEL DE SÃO PEDRO



São Pedro trabalha quando tem que descansar,
parece que se diverte 
vendo a gente se irritar,
fecha a cortina do sol, balança o balde de chuva,
pra nosso planos molhar.

Por achar tão divertido prefere deixar nublado,
pra que todos observem,
como o tempo está fechado,
E peçam com tom bravio pelo sol tão esperado.

São Pedro tem o emprego meio ao contrário,
durante a semana dorme e fica sossegado,
e nos finais de semana ele trabalha dobrado.

o Sr. vai me desculpar,
mas final de semana não é pra se trabalhar,
traga de volta o sol e a alegria do lugar,
porque o tempo nublado desse jeito não dá.

Trabalho toda semana de segunda a sexta-feira,
com um sol de rachar 
e queimar nossa moleira,
e no final de semana o Sr. corta a brincadeira?

Vou pra rua sim, faça chuva ou faça sol,
faça chuva ou faça lua,
vamos confraternizar, vamos aproveitar porque
a vida continua.

(Risos)

Forte abraço!

UM VAGÃO NO FIM DA LUZ

Na sexta-feira sai 10 minutos atrasado, e acabei perdendo o ônibus do horário. Rapidamente optei pelo metrô, e lá fui eu. Peguei o "metrô"na superfície e ao chegar na estação fui correndo em direção à plataforma. Ao chegar próximo aos trilhos, percebi que havia uma composição parada na plataforma e andei a passos largos, feliz por ter feito a escolha certa, optar pelo metrô me fez tomar de volta meus 10 minutos de atraso. Então desci a escada correndo, me aproximei do vagão, fui entrando e? E fui barrado por um segurança de dois metros de altura que anunciou: "Esse vagão é só para mulheres!" assim imediatamente corri até outro vagão que por sinal estava cheio de mulheres, mais mulheres que homens e me acomodei em um dos espaços próximo à porta. Fui a viagem inteira pensando como aquele vagão pode desvirtuar toda uma geração. Confesso que fiquei envergonhado como indivíduo social pelo simples fato de aquele vagão existir, melhor, não por ele existir mas por ele estar cheio de mulheres. Se esse exemplo for tomado por outros setores da sociedade, será o que faltava para acreditarmos que somos animais de puro sadismo. Prefiro acreditar que aquele vagão foi idealizado por um homem, porque se foi por uma mulher, corremos um sério risco de um apartheid de gênero. Esse sim, como diria Freud, é um verdadeiro mal estar na civilização. A viagem seguiu de estação em estação com aquela uma voz feminina anunciando as paradas, espero que no vagão sem luz, também seja uma voz feminina, porque presumo que se for masculina vai ter gente reclamando.(risos) Comecei a observar as mulheres e homens que estavam no vagão das pessoas normais, e percebi algumas curiosidades. Durante a viagem, três homem cederam lugar às mulheres, dois diante de um acento vazio deram preferência às mulheres, derrepente entrou uma mulher com uma criança no colo, todos se olharam, e quem ofereceu lugar para a senhora com a criança? Não estou dizendo que este ou aquele gênero é melhor, estou fora desse terreno pantanoso que é a discussão de gênero, mas estou dizendo que é, como vem sendo a anos, desde as sociedades mais ortodoxas, perfeitamente possível a convivência sem essas anormalidades. Porém o mais interessante estava por vir, lembra que eu disse que entrou uma senhora com a criança no colo? Pois bem, foi a maior festa esse bebê sorrindo e um bando de homem babão soltando beijinho pra ela, fazendo careta, rindo, foi uma manifestação de carinho linda com aquele bebezinho simpático, e claro que eu fiz minha caretinha.(risos) A mamãe desceu com seu bebê fanfarrão(risos) uma estação antes de mim, voltei a imaginar como estaria aquele vagão, o vagão no fim da luz, o símbolo do descrédito social. Se existe alguém que acredita na possibilidade de se viver em harmonia, creio que não esteja sentado naquele vagão.


(sem polêmica, olha a liberdade poética hein)(risos)



Forte abraço!!!!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

DE ONDE VEM A CANÇÃO?

Gosto muito da música, seja ela tocada em latas percusivas que anunciam o retorno do negro soteropolitano (gentílico usado para quem nasce em Salvador) aos ouvidos de sua própria história, ou no violão sofisticado do Lenine, que como ele mesmo denomina, é um violão sujo, com batida marcante e inconfundível. A pergunta que não quer calar é: de onde vem a canção, que elementos se unem para essa fórmula tão complexa que serve de elixir para os ouvidos sensíveis ao paladar das claves? O título desse post é o nome de uma música do Lenine, que está em seu novo CD intitulado "CHÃO". (recomendo todos os Cds do Lenine)(risos). Essa pergunta me ocorreu, exatamente por conta da relação de dualidade da música, que é vir de um lugar onde não se sabe, e ao mesmo tempo assume uma conotação de realidade. Óbvio que a realidade é indispensável para a feitura da música, é ela que oferece elementos em cadeia de significantes, que assumem significados dentro do campo semântico de cada um. Usei a palavra feitura, porque acho que a música é um elemento que costura a realidade, emenda as brechas deixadas pela ausência de som. Recomendo a todos o DVD Palavra (En)cantada, onde grandes expoentes da música falam de maneira poética sobre as melodias, as amarrações transcendentes da música. Desde já posso lhe garantir, você vai ver esse DVD no mínimo 10 vezes, e depois disso, vai querer ver mais 10, porque é o melhor DVD que fala da música já feito na história da arte brasileira(minha opinião)(risos).
Sirvo à mesa de vocês meus ilustres convidados, um pequeno trecho do DVD, onde Lenine fala um pouco do Português como elemento contundente na construção rítmica da música. (seria essa uma pista do lugar de onde vem a canção?)
Mas de que raio de lugar eu tirei essas coisas todas?(risos) Isso me ocorreu hoje no trabalho por volta das 17 horas. Estava fazendo um Sumário para nosso organograma institucional quando…encostei meu pé na fonte de energia, o computador desligou e? E perdi tudo que já havia feito, tudo, tudinho. Foi quando Nucci(minha vizinha de mesa) disse: "começa outra vez, pega o fone de ouvido, ouve uma música e reinicia". Fiquei ainda uns 2 minutos tentando desesperadamente acreditar que o Windows tinha operado um milagre e tudo estava a salvo, ledo engano. Bom, peguei meu iPod, e comecei a ouvir AfroCubism(recomendadíssimo), é um som muito bacana que mistura, como o próprio nome sugere, as influências africanas e cubanas. Terminei o sumário como se tivesse saltado no tempo, como se fosse um time jumper(risos). E só ali me dei conta de que a música nos faz viajar nos braços do compositor, nos leva além, me atrevo até a afirmar que a música é a legenda do cotidiano, ela traduz gestos, eleva a atenção, serve contra resfriado, tosse, dor de cabeça, pressão alta, reumatismo, dor nas costas, previne o infarto, etc. (só quem já viu o vendedor de garrafada passando em seu carro que traz um alto falante mais agudo que a voz do Edson Cordeiro riu com essa piada)(risos). Mas falando sério, a música se amarra ao cotidiano dando-lhe um sentido, não consigo imaginar um mundo onde não há música, pare 30 segundo e pense nisso, viu? É impossível,  o mundo sem os Clássicos, sem a Bossa, sem o Mangue Beach, sem o Samba, impossível, não sei nem afirmar se existiria vida na terra.(exagerado)(risos) Em suma, é bom saber que os instrumentos estão aí, toque como achar melhor, porém lembre-se, quem toca também dança.


Forte abraço!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

NEM O MESMO HOMEM NEM O MESMO RIO...

Ontem a noite fui mais uma vez à orla para meu aprendizado radical. Como me é comum fui tomado de subito por uma cadeia de pensamentos diversos. Não, não, de maneira alguma sentei e pus a mão no queixo tipo estátua romana.(risos) A verdade é que foi exatamente o movimento sobre minha tábua de quatro rodas radicais que me inspirou a escrever esse post. Ontem foi a minha primeira queda dessa aventura, e paradoxalmente fiquei feliz com o tombo, isso mesmo, feliz por cair. Foi muito engraçado, ri muito, foi verdadeiramente hilário, foi o skate pra areia, bunda pro chão e pernas pro céu.(risos) Diante desse contexto, que ontem percebi que estou evoluindo, dia após dia evoluindo, aprendendo mais e mais a surfar nos calçadões do saber. Só aí me dei conta de como é gostoso o processo de aprender, como é bom evoluir, cair, levantar e seguir em frente, o erro é inerente, faz parte da construção simbiótica do aprendiz com o saber. No trabalho é tudo muito novo, e por isso a todo instante me vem ideias, sinto vontade de abraçar o mundo, de participar de tudo, e ao mesmo tempo sei que ainda estou aprendendo, conhecendo, e isso é construir uma relação solida, um aprendizado completo e maduro. Observo cada gesto, cada palavra, cada maneira de fazer e agir dentro da empresa. Fico impresionado com a competência da equipe, como eles são ágeis, objetivos. Ter a oportunidade de fazer parte desse grupo não tem medida que dê conta da amplitude. Foi necessário cair do skate para perceber na pele que Sócrates tinha razão com a sua Maiêutica, "só sei que nada sei" é o primeiro passo para saber mais e mais a cada hora, minuto e segundo. Há na equipe uma cinergia que faz com que as coisas aconteçam, não tem ensaio, é espontâneo, está no DNA de cada um a paixão pelo negócio é a beleza de estar ali e saber que faz parte de uma História de sucesso que precisa trilhar novos caminhos nessa contemporaneidade arredia. Você deve estar se perguntando porque o título desse post é "Nem o mesmo homem nem o mesmo Rio". Então lhe explico, estou no Rio a exatos 17 dias, e posso dizer que minhas percepções mudaram, ampliaram se enrriqueceram. Durante meu devaneio sobre rodas ontem, na altura do posto 11 na orla, me ocorreu o pensamento do filósofo Heráclito, que disse que o homem não entra no mesmo rio duas vezes, pois na segunda vez, não será nem o mesmo homem nem o mesmo rio. Esse pensamento me remeteu à minha experiência como um todo. Desde estar nessa cidade verdadeiramente maravilhosa, até estar trabalhando no coração da beleza mundial, no coração de milhares de pessoas que ao redor do mundo sustentam sua atitude na beleza, charme e elegência, que invariavelmente culminam em uma personalidade única. Me cobro muito, e por vezes chego a titubear, a duvidar de mim, mas lembro qual foi o caminho para chegar aqui, lembro que estou aprendendo, e que todos aqui tem um diferencial mas também tiveram que aprender. A correnteza aqui é forte, a equipe é rápida, tem que remar com garra para navegar nas correntes desafiadoras das atividades. Em suma, do 21º andar dos meus sonhos não paro de pensar que quero deixar a minha marca, porque já não sou o mesmo homem, e a cada dia, descubro um novo "RIO".

Forte abraço!



quarta-feira, 18 de abril de 2012

MEIO DIA NO CENTRO DO RIO...

O Centro do Rio de Janeiro é bastante diverso, oferecendo vários produtos e serviços. É onde ficam os escritórios de diversas empresas, nacionais e multinacionais, e é exatamente para atender essa gama de pessoas que trabalham e circulam no Centro que se justifica tal estrutura. Bem, já que estou falando do centro do Rio, não posso deixar de citar a famosa Banca do David. O David é considerado um dos maiores e mais bem sucedidos empreendedores do Brasil. Vale a pena conhecer a história de sucesso do David Camelô, garanto que você irá gostar e principalmente se inspirar. Falar do centro do Rio sem falar de história é um pecado imperdoável. Mas vou me ater na história do famoso Café Capital. Na verdade minhas maiores descobertas no Centro do Rio acontecem ao meio dia, é quando saímos para o almoço, se o Woody Allen escreveu o filme Meia Noite em Paris, me dou o direito de escrever sobre o Meio Dia no Centro do Rio. Nos últimos dias tenho saído pra almoçar com o "Régis" o chefe da expedição(risos), e alguns bandeirantes ao qual faço parte. A cada dia o chefe apresenta um novo lugar para almoçar, começou com o "Mosqueiro", depois o Andradas, o Maxi, etc. O Regis sempre fala da especialidade de cada restaurante, até o momento o Andradas está ganhando com a melhor limonada, melhor mocotó e melhor rabada. Logo após o almoço de dois dias atrás, logo após sairmos do restaurante, fomos a uma cafeteria, poderia ser uma cafeteria qualquer, se não fosse o Café Capital ou como diz o chefe da expedição, Capital Cofee (risos). Para mim é tudo uma grande descoberta, a todo instante alguém diz - ali é isso, ali é aquilo, e meu pensamento voa na História dos prédios antigos, fico me perguntando como eram os carnavais, como as pessoas se cumprimentavam nas ruas, etc. Mas voltando ao café antes que esfrie(risos), fomos tomar um café ali pertinho do restaurante, no primeiro dia tomamos o café e fomos embora. No outro dia me contaram a história do café capital, o Regis e o "Tonin" cantaram o jingle do capital cofee  gravado a muito tempo e eu fui buscar na rede é claro, é só clicar  aqui. A essa altura tomávamos um cafezinho e vez ou outra eu olhava pelo vidro e observava as pessoas caminhando a passos largos em quanto ouvia Regis e Tonin contando belas e boas histórias sobre a cafeteria. Tonin comprou uma caixinha de biscoito de milho bastante tradicional no lugar, e fiquei impressionado como o biscoito derrete na boca, é realmente muito gostoso. Entre uma conversa e outra, uma história e outra, eis que sobra o último biscoito dentro da caixinha. Aquele que ninguém pega, todos olham e fingem que ele não está lá, ele pula, dança ai se eu te pego, mas ninguém se arrisca a pegar o famigerado último biscoito. Logo me lembrei de uma anedota do Millôr que infelizmente não encontrei, onde ele diz que o último tira gosto da mesa é sempre injustiçado pelos egos humanos. (risos) Em suma, um ficou dizendo ao outro - pega o biscoito, pega! Em quanto levantávamos, tive a ideia de fotografar a mesa com o famigerado biscoito ali em silêncio, dentro da Hitória do famoso Café Capital.
Forte abraço!

domingo, 15 de abril de 2012

NUNCA É TARDE PARA UMA TARDE NA ORLA DO RIO...

Hoje fui andar de longboarding na orla, mas antes de falar sobre isso, quero falar um pouco dessa energia inexplicável que é a relação entre o carioca e o corpo. Correm, pedalam, andam de skate, de long, de patins, jogam vôlei, futevôlei, Kitesurf,  tudo que proporcione um contato direto com a natureza e traga um retorno ao corpo por vezes esquecido no dia-a-dia. 
No domingo a prefeitura do Rio fecha a orla para ampliar o espaço de lazer dos viciados em esportes. É inimaginável como as pessoas dividem o espaço com harmonia, por um instante pensei estar vivendo uma utopia, pensei estar vendo ali a concretização de Imagine do Lennon. As crianças brincando, idosos correndo, como se todos fizessem parte da mesma família, é absolutamente agradável estar ali. As frases desculpa, por favor e com licença são usadas com frequência, o lixo é jogado no lixo, é maravilhoso.
Bom, cheguei exatamente as 15:30 à orla, antes de me arriscar sobre o long (foi minha primeira vez sobre um skate)(risos) sentei para respirar essa aura maravilhosa, a sensação de bem estar. Foi a segunda vez que fui à orla e confesso que ainda não havia me sentido parte dessa forma de viver tão gostosa e tão atraente. Mas foi só eu começar a me arriscar(isso mesmo, arriscar)(risos) sobre o long que logo parou um rapaz e perguntou se era a primeira vez que eu estava andando. A princípio não acreditei, era tudo que eu queria, um amigo para me ajudar a andar de long. Eu respondi que sim, e por isso nem subir no meu longboarding system satélite(risos) estava conseguindo. Ele me deu algumas dicas, e meia hora depois estava eu andando de long (ôba!), ele é muito fera, faz manobras e alcança uma velocidade que para mim ainda é muito arriscado(risos). Mas lá fui eu, ouvindo Baiana System, (recomendo) e indo em direção a Ipanema. Estava tão feliz por estar ali, me senti tão bem, os outros praticantes do esporte passavam e me cumprimentavam, eu fazia parte daquele momento, isso é fantástico! Quando cheguei ao fim da praia de Ipanema, sentei e tomei uma água de coco, não satisfeito tomei uma água mineral, a euforia por estar ali era muito grande, eu sentado tomando água e rindo só, eu estava em êxtase. O vento estava soprando forte na direção de Ipanema, então pra voltar não foi nada fácil, seria mais difícil se não fosse por uma banda de metais da França que se apresentava em plena rua, tocando seus bacamartes musicais que de pronto me atingiram em cheio. Obviamente parei para ouvir, a essa altura a rua estava lotada de pessoas e seus brinquedinhos radicais completamente entregues ao som daquele grupo. O nome do grupo é Dumb & Brass, Les Fines Pôlettes, que na quinta-feira estará na Lapa, Teatro Odisséia. Vale muito a pena conferir, eles são irreverentes e tocam muito, fazem solos, desafio entre metais, dançam, pulam, é muito bom.
Depois de filma-los bastante (postarei aqui o vídeo)(risos) peguei meu Long e segui meu caminho de volta ao Leblon. Aos poucos o som agradável dos metais foi ficando pra trás. Voltei a posicionar meu fones ao ouvido e segui meu diálogo difícil com meu long. Cheguei em casa as 19:30 me sentindo tão bem, mas tão bem, que não posso descrever em palavras. A essa altura já era a hora de reabrir a pista para os veículos motorizados, daí vem um carro do trânsito tocando uma sirene e os carros vem atrás, ferozes e barulhentos, é o fim do sonho, o fechamento do portal harmônico que só se abrirá novamente no domingo que vem, e eu estarei lá.

Desculpa pelo palavrão no vídeo, foi a emoção(risos).

Forte abraço!!

sábado, 14 de abril de 2012

OS CAMINHOS SE FAZEM AO CAMINHAR...

Estava em minha mesa quando me perguntaram:  como vão as coisas?  (sobre minha experiência no programa de trainee) então logo respondi - caminhando! e ele me disse, - o caminho não se faz sozinho, se faz ao caminhar. Me perguntou se eu conhecia a frase, e eu disse que não, então ele continuou dizendo ser de um poeta espanhol, e em seguida se foi.
Curioso que sou, fui buscar informações sobre o poeta espanhol. Ele se chama Antônio Machado (1835-1939).  Trago pra vocês um fragmento do poema:

"Caminante,

Caminante, son tus huellas
el camino y nada más;
Caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace el camino,
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminate no hay camino
sino estelas en la mar"

Comecei a devanear sobre caminhos(risos) e me ocorreu uma discussão que tive com amigos ainda na faculdade, onde surgiu o poeta norte americano Robert Frost. Em um dos seus poemas ele disse que:


“Duas trilhas bifurcavam num bosque de outono, 
e eu, viajante solitário, triste por não poder andar por ambos, 
por longo tempo lá fiquei olhando até onde desapareciam na folhagem. 
Duas trilhas num bosque bifurcavam e eu – eu fui pela menos pisada, 
e  isso fez toda a diferença”.


Sei que as coisas assumem conotação particular para cada um, obviamente levando em conta nossa carga subjetiva, nossa experiência de vida que afeta a percepção das coisas, mas só posso dizer que a percepção que tenho do que estou vivendo, é que quero caminhar até o topo, e de lá quero voar alto. O significado de estar aqui tem para mim, uma importância impar, e a cada instante encontro algo novo. É isso que dá sentido à vida, o novo, que muda nossa vida em questão de minutos, e faz valer a pena mergulhar de cabeça e descobrir a cada dia mais um caminho para trilhar.
Arriscarei alguns versos, 

Paredes, passos e pontes...

"Haviam me dito que tudo que tinha era aquilo;
E um dia descobri uma fresta na parede da caverna;
achei tudo tão belo, tinha tudo que precisava;
Mas um dia resolvi descobrir o que tinha atrás das montanhas,
e lá do alto descobri que havia um infinito de possibilidades;
não havia trilha, nenhuma pegada ao chão;
em uma estalo de lucidez pensei: vou por ali,
quero saber o que tem atrás das paredes dos meus medos;
e descobri que era ali que estava a fonte de minha coragem."

Genesson Honorato (14.04.2012)

Ficou cafona não foi? (risos, muitos risos)

Forte abraço!!!





quinta-feira, 12 de abril de 2012

LÊ MEUS PENSAMENTOS, SABE O QUE ESTOU OUVINDO.

Uma das coisas mais comentadas dos últimos anos é a liberdade individual. Isso porque com o advento de novas tecnologias cada vez mais modernas e completas, a chegada de smartphones potentes e de localizadores de GPS cada vez mais precisos, nunca se sabe se nossos passos estão sendo seguidos, se estamos sendo filmados, e falando vulgarmente, se não estamos vivendo um big brother all the time.
Fiz essa introdução chata e piegas apenas para chegar ao “ponto”, ao ponto de ônibus. Todos os dias quando saio de casa para o trabalho e chego ao ponto de ônibus penso: obrigado meu Deus por poder andar nessa cidade mais um dia, obrigador por me permitir estar na empresa dos meus sonhos, obrigado por me filmar todos os dias. Isso mesmo, filmar!
No trajeto que faço, linha 132 RBS, do Leblon ao Centro do Rio, o ônibus passa o tempo inteiro sendo filmado pelo Cristo Redentor. Venho ouvindo música, nesse caso Chico Buarque, novo CD “Chico” (recomendo), e sempre que olho pra cima lá está ele, me filmando, olhando meus passos. Parece que sabe até o que estou ouvindo, que sabe o que estou pensando. É uma sensação maravilhosa ver o Cristo lá, imponente, às vezes fico olhando as pessoas que passam pela rua, que circulam em suas bicicletas, em seus skates, que correm nas horas cariocas e sei que de alguma forma o cristo está me vendo. A viagem fica ainda mais doce quando de um lado está o Pão de Açucar, e do outro ele, brilhando sobre nossas cabeças, brilha mais que o sol da manhã.(risos) A viagem dura 50 minutos, mas parece que dura alguns segundos. Trabalho no 21º andar, e pasmem, da mesa onde fico hoje, se eu der dois passos pra trás e olhar através das vidraças lá está ele, me filmando com a sua tecnologia avançada, com sua tecnologia que abraça meu sonho de estar aqui, no Rio da imaginação!!!

Até a próxima!!!!

terça-feira, 10 de abril de 2012

EFEITO LEBLON


Amanheceu um domingo de Páscoa lindo, depois de um sábado nublado e com cara de poucos amigos.
Estava então conversando com amigos no Facebook, quando encontrei meu grande amigo gaúcho que também é trainee aqui na empresa. Imediatamente marcamos meio que por acaso uma caminhada no Leblon. Ele mora na região da Lagoa perto daqui. Então marcamos para nos encontrar na orla entre os postos 10 e 11. Caminhando pela orla vinha ouvindo em meu iPod adivinha o que? Pois é, Coldplay, e a cada passo me encantava mais com as paisagens e principalmente com o modo de viver do carioca. Uns tomando sol, outros em um bom banho de mar, e uma grande parte praticando esportes diversos. Foi quando meus olhos a encontraram, quando a vi fiquei apaixonado, foi amor à primeira vista, não conseguia para de olhar quando ela passava, as vezes o gaúcho estava falando comigo e eu me perdia em devaneios olhando aquela linda prancha de Skate Longboard, voltei pra casa pensando no brilho das rodas e nas curvas de seu shape. No caminho passei em frente a uma Igreja em Copacabana, havia uma senhora na porta e eu perguntei a ela se haveria missa ainda, já era 18:27, então ela respondeu – tem sim as 18:30. Foi uma tremenda coincidência, quando ia me virando para entrar na igreja ela me chamou e me entregou um bombom, e me falou algo que me deixou intrigado, ela disse – coma depois da missa. Fiquei me perguntando, porque depois da missa? Bom, imediatamente entrei na igreja, nunca mais havia participando de uma missa e minha avó e mãe sempre que me ligam dizem pra eu assistir a missa de vez em quando. Bom as 19:30 a missa terminou e segui meu caminho pela orla via Leblon, comecei a ouvir Red Hot, e voltei a pensar no Long, e quer saber? Estou comprando um, não vejo a hora de começar a dar um role de long no Rio de Janeiro.

Forte abraço em todos!!

FERIADO (SEXTA) (06/04/2012)

Dizem por aqui que cheguei na boa, pois logo veio um feriado em meu primeiro final de semana no Rio. Porém não diria que foi uma boa pois estou louco para trabalhar nessa empresa mágica. Mas, já que é sexta-feira Santa, vamos a la praia? Me convidaram para ir à uma praia dos sonhos de qualquer surfista ou amante da natureza, a Prainha.
Fica próximo ao Recreio e a praia de Grumari, é lindo o lugar, é como se estivéssemos caminhando em uma floresta e avistássemos o jardim das maravilhas, um lugar pitoresco, longe do tumulto das praias mais famosas do Rio. Cada detalhe reflete a beleza simples de um dos lugares mais belos que já tive a oportunidade de visitar.
Fui eu e mais três amigas, duas delas surfistas, e o mar estava propício à prática do surf, muitas ondas surgiam a todo instante nas verdes águas do atlântico. Uma ressalva, a água do mar aqui no Rio é hiper, mega, super gelada. Se for comprar com o mar de Salvador ou da Bahia como um todo, é muiiiiiiiiiiiiiiiiiito gelada mesmo. (risos)
De frente para as belas ondas, e de costas para lindos paredões de pedra imponentes, que compõe um lugar mágico e que faz qualquer um pensar em virar um surfista de fim de semana, ou um descobridor de trilhas por dentro da floresta.
Não posso esquecer de ressaltar que  todo o caminho é lindo, túneis encravados nas rochas, paisagens deslumbrantes que saltam a todo instante em meu pensamento.


Até amanhã pessoal!!!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

QUARTO DIA (05/04/2012)

Hoje cheguei cedinho e fui direto pra minha mesa. Sabia que seria mais um dia de job rotation na área Pré-admissional. A essa altura já havia iniciado o relatório que me foi solicitado de cada área que passar. No relatório começei a descrever as atividades do setor, e expor algumas das minhas percepções sobre a atividade.
A manhã passou super rápido e a tarde passou mais rápido ainda. Comecei a revisar meu relatório e consegui finaliza-lo.
As 17:30 o clima de páscoa se instaurou, todos se confraternizando e se preparando para o fim de semana.

FELIZ PÁSCOA!!!!!!!

Até amanhã!!!

sábado, 7 de abril de 2012

TERCEIRO DIA (04/04/2012)



Ôba!!!

Hoje ao chegar me deparo com chocolates em minha mesa, o coelhinho passou por aqui!!!!!
Meu dia hoje começou super bem, como o setor está sendo reformulado estruturalmente, acabo de ganhar minha mesa, computador e chocolate, chocolate, chocolate!!!!(risos)
Hoje foi meu primeiro dia de job rotation e foi na área pré-admissional. A ideia é que eu passe por todas as áreas, desde o início do processo até o input na folha de pagamento.
É na área pré-admissional que é feita a solicitação de exame admissional, abertura de conta salário dentre outros documentos necessários para a efetivação do colaborador.
O almoço hoje foi com um grande amigo que por coincidência também é trainee aqui na L'Oréal na área de Suply e uma outra trainee da área de Finanças. E advinha? Me levaram a um restaurante Light outra vez, ninguém merece.(risos)
A tarde fui convidado a ir a uma palestra sobre o Brandstorm 2012. Realizada pela equipe do programa de talentos. Foi muito legal a experiência, pude aprender muita coisa com a filosofia dos produtos expostos para os alunos e com a forma como a empresa é apresentada ao público externo.
Quando saí encontrei um grande amigo carioca que me apresentou a Cinelândia, foi muito legal.




Até amanhã, forte abraço!!



SEGUNDO DIA (03/04/2012)


Hoje acordei as 06:30, passei roupas, tomei meu café da manhã(suco e pão com queijo), e fui para o ponto de ônibus. A esta altura já estava decidido a ir de metrô, então peguei o metrô na superfície e lá fui eu. Cheguei no trabalho 20 minutos antes da hora de começar a trabalhar. E como já estava com meu crachá de acesso ao prédio fui direto para meu andar de trabalho(21º). Hoje foi mais um dia com bastante informação sobre a empresa, como funciona etc. Tive acesso ás informações intranet, que trás desde a história de fundação da empresa, até o organograma detalhado de cada área, além de notícias sempre fresquinhas sobre os principais acontecimentos da empresa. Nestes primeiros dias a orientação é que eu leia bastante sobre a empresa, para que assim possa absorver a cultura organizacional, mas confesso estar ansioso para por a mão na massa. Neste primeiro mês farei um job rotation por todo setor de RH, com um modelo de aprendizagem on the job, o que me deixa a cada dia ansioso para ir ao trabalho e participar dessa história.
Hoje me levaram pra almoçar em um restaurante light chamado Beterraba, a comida é maravilhosa mas uma hora após o almoço já estava com fome.(risos) 

Até amanhã a todos!!!

PRIMEIRO DIA DE TRABALHO (02/04/2012)

Fui dormir as 22:00 super ansioso para o primeiro dia de trabalho, acordei as 06:00 da manhã bastante tenso pois era tudo novo, cidade, transporte, pessoas e comportamentos. Depois de vestir umas 3 camisas diferentes até decidir com qual iria, estava pronto pra sair. O coração pulsava diferente, estava realizando um sonho, sabia que depois desse dia minha vida seria diferente para sempre. Peguei o ônibus rumo ao centro da cidade as 08:00 horas, linha 132 RBS, com ar condicionado e bastante aconchegante. Logo após me sentar peguei o meu iPod e passei a admirar tudo à minha volta ao som de Coldplay, aos poucos o ônibus foi enchendo e a meu lado se sentou uma senhora de meia idade. Em cada lugare que passava só pensava na chega a meu destino. Como não sabia bem o ponto exato onde deveria saltar, perguntei a um rapaz que de maneira simpática e prestativa me ensinou(as pessoas aqui são assim) e exatamente as 08:50 cheguei ao prédio onde fica a empresa indo direto à recepção. Em seguida fui avisado de que deveria ir ao 17º andar, lá fui recebido por uma pessoas muito gentil do RH que falou sobre os benefícios. Em seguida uma representante da CIPA falou sobre segurança no trabalho e por fim foi falado sobre a ferramenta de aperfeiçoamento on-line. Uma ferramenta de aperfeiçoamento on-line muito legal que dispõe de diversos cursos, desde idiomas, excel e powerpoint, até como se preparar para uma reunião, ou como resolver conflitos etc. Em seguida fui para o 21º andar para colher as digitais para uso do ponto eletrônico. A essa altura já era meio dia e fui convidado a almoçar com meu gestor direto da área de remuneração, a gestora de recrutamento e seleção e o gerente da ferramenta de aperfeiçoamento on-line. Foi muito legal o almoço, pois na empresa todos são muito gentis e atenciosos e com eles não foi diferente, pude conversar sobre vários temas, conhece-los melhor, saber da caminhada de cada um tanto na empresa quanto na vida como um todo.
As pessoas na empresa são maravilhosas, é impossível não ficar a vontade, todos com um belo sorriso no rosto, sempre dispostos a ajudar no que for necessário, pessoas que nunca vi chegam e perguntam é você que é Genesson? Seja bem vindo!! É inacreditável.
No período da tarde fui conhecer duas divisões da empresa, onde as Busines Partners falaram sobre produtos, público alvo, metas e desafios de sua divisão. Pude acompanhar também o projeto que pretende tornar todo processo de movimento de pessoal eletrônico, onde o objetivo é a modernização do processo.
Bom esse foi o meu primeiro dia na empresa, a missão agora era voltar pra casa. Assim, depois de receber várias dicas fui para a Estação Uruguaiana que fica no centro da cidade e embarquei no metrô rumo à Estação General Osório. Foi bem fácil chegar pois além da estação ser a última da zona sul, o metrô tem um sistema de avisos sobre a estação que você está, qual é a próxima estação e o lado correto para desembarque. Porém para chegar aqui ao Leblon, precisava pegar o metrô de superfície. Um sistema de integração que permite que com o mesmo bilhete você possa andar nos dois pagando apenas uma passagem. Neste também existe o sistema de avisos, e, como me ensinaram, saltei na praça Antero de Quental, meu destino final dessa primeira jornada.

Até amanhã, onde postarei o meu segundo dia de trabalho que promete ser emocionante!!!

Abraço!

A MUDANÇA DE CIDADE

No dia 12 de março fui informado da minha aprovação para o programa de Trainee. Não preciso nem falar o quanto fiquei feliz, nem que dei pulos, que chorei etc. (risos) Entreguei toda a documentação solicitada e no dia 01 de abril(não é mentira)(risos) peguei o voou Salvador(14:05) x Guarulhos(17:30), Guarulhos(17:35) x Rio de Janeiro(18:08)(Santos Dumont).
Cheguei no Santos Dumont no horário certinho e fui pegar minha mala devidamente danificada pela empresa aérea(GOL) como é de costume.
Fui recebido por uma amiga que conheci no Projeto Rondon (2009)(ligando os pontos) e que mora aqui no Rio. Quando cheguei ao desembarque lá estavam ela e o pai me aguardando. Foi uma recepção maravilhosa, primeiro porque já faziam dois anos que eu não a via, depois porque chegar ao Rio de Janeiro, cidade que não conhecia, e encontrar um "Porto Seguro" foi muito legal.
Bom, eles me trouxeram ao Flat(que o programa de Trainee oferece a quem vem de fora e que no meu caso fica no bairro do Leblon, mas pode variar de lugar de acordo com a disponibilidade), aqui encontrei com a corretora que me mostrou o apartamento, me falou dos procedimentos, etc. O nome da corretora é Norma, então pensei: fui recebido pela normatização logo de cara(risos).
Em seguida fomos conhecer a família dessa amiga maravilhosa que mora no Jardim Botânico. Foi ótimo, pedimos pizza, conversamos muito sobre a cidade e relembramos o Projeto Rondon.
Voltando ao flat que tem uma super cama, TV a cabo, Ar, etc. vi que tudo isso era secundário, o que mais importa nesse flat é a vista da janela. O apartamento fica no 8º andar, e como cheguei à noite, não vi a vista da janela. Quando amanheceu tomei um tremendo susto ao abrir a cortina. Uma pedra linda, pássaros voando no céu, e uma paz maravilhosa. Pensei como seria possível uma cidade ser tão linda, tão surpreendente, tão maravilhosa.
No entanto, e a essa altura, minha cabeça só pensava em uma coisa: como será meu primeiro dia de trabalho? Como serei recebido? Com que roupa eu vou? Que horas saio de casa para chegar a tempo? Vou de metrô ou de ônibus? 

Se você quer saber como foi o primeiro dia do meu desafio trainee leia o próximo post.

Forte abraço!!!


O CORDEL DA MINHA VIDA

Durante o processo seletivo, mais precisamente no Painel de Negócios, foi solicitado que falássemos de 3 momentos importantes da nossa vida de modo criativo, resolvi fazer um cordel, ao qual denominei: O CORDEL DA MINHA VIDA.


1º CAPÍTULO – O SONHO DA FACULDADE

Sonhando com a faculdade fui morar em Itabuna,
Uma importante cidade aqui do sul da Bahia,
E entrar na faculdade da cabeça não saía.

Chegando lá na cidade não tinha onde morar,
Minha família muito pobre não tinha como ajudar,
Fui ousado e persistente não desisti de lutar.

Com muita humildade trabalhei de cobrador,
Frequentando todo dia o restaurante popular,
Pois almoço era um real e eu podia pagar.

Fui morar em uma república gente de todo lugar,
Aprendi que a diferença é feita pra respeitar,
E distribuí tarefas pra casa se organizar.

Fiz a prova do ENEM com amor dedicação,
Sabia que era a chave para realização,
Ganhei a bolsa de estudos e chorei de emoção.

2º CAPÍTULO – PARTICIPAÇÃO NO PROJETO RONDON

Já dentro da faculdade batalhando a formação,
Chega a coordenadora trazendo a informação,
Que o Projeto Rondon estava aceitando inscrição.

Aceitei o desafio e fui pro estado do Pará,
Conheci lá um Brasil que ainda não conhecia,
Povo forte e guerreiro das cidades ribeirinhas.

Com a UFRJ nossa equipe se juntou,
A união e as ideias fez história no lugar,
Focamos no objetivo de criar e transformar.

Vi gente trabalhadora guerreira forte e unida,
Toda essa experiência transformou a minha vida,
Hoje faço a diferença sou humilde e otimista.

3º CAPÍTULO – SALVADOR, NOVOS DESAFIOS

Tudo certo em Itabuna tudo bem na faculdade,
Já tinha muitos amigos já conhecia a cidade,
Mas já faltava espaço faltava oportunidade.

Outra vez em minha vida enfrentei o desafio,
Mudei para Salvador em busca da diferença,
Para ser profissional, maduro e multitarefa.

Esse foi um passo firme um passo muito importante,
Pois percebo que alcanço o objetivo nesse instante,
Essa oportunidade é fruto do que fiz antes.

Nunca me desanimei para enfrentar a vida,
Sempre busquei o que quero sempre busco uma saída,
Uso a criatividade e transformo a minha vida.

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