segunda-feira, 23 de abril de 2012

SOBRE A CHUVA, O ASSOBIO E O CACHORRINHO

Hoje foi um dia chuvoso aqui no Rio, tirei proveito da impossibilidade de sair, ou melhor, da falta de vontade em fazê-lo,(risos) para exercitar meu ócio criativo. Estou pensando alguns projetos que gostaria de propor, e para ser posto em sabatina, preciso eliminar as lacunas e saber se a proposta é viável, saber se não estou pensando dentro da caixa quando na verdade quero pular pra fora dela desesperadamente.(risos) Abri a janela e vi a chuva caindo, aqui do 8º andar olhei o horizonte e vi pingos graudos de chuva se chocando contra o chão. Gosto de olhar a chuva caindo, é como um intervalo no tempo, como se o relógio parasse de contar o tempo, e os ponteiros passassem a respeitar o tic, tac, dos pingos de chuva. Creio que seja esse o motivo de a pessoa se molhar mais quando corre na chuva, ou seja, não se pode correr onde a norma é apreciar a lentidão da brisa que cai, seria uma punição àqueles que nunca pararam para apreciá-la? Para não correr o risco da punição ando sob e sobre a chuva, e me aproveito da pausa do tempo para por no papel meus projetos, é o momento de produzir ideias, pensar possibilidades. A contra gosto lá fui ao mercadinho comprar leite e pão, e no caminho encontro um senhor conduzindo/sendo conduzido(risos) pelo seu poodle branco com roupinha azul. Imediatamente diminui o passo para observar o caminhar daqueles dois seres serenos e contentes. O cachorrinho estava sendo conduzido por uma guia que esticava uns três metros e ele fazia uso de toda a sua liberdade programada, todo serelepe e saltitante, fazia xixi aqui e acolá na maior alegria, afinal de contas tinha a tão sonhada atenção do seu escravo(risos). Derrepente percebi que aquele senhor estava muito feliz por seu cachorrinho ter levado ele para passear.(risos) Ele assobiava uma bossa, não me recordo qual, mas sei que era fiel à nota original. Mudava o tom, e caminhava, curtia o som e caminhava, a chuva caia e caminhava, e seu cachorrinho o levava para perto do que talvez ele imagine ser o ideal de viver. Cheguei ao mercadinho, e lá foram eles, sob a chuva que caia sem incomodá-los, pois o mais importante era aquele momento e nada mais.


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Forte abraço!!!

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