As organizações oferecem muitas possibilidades, principalmente por estarem passando por um momento de transformação constante. Ontem o jornalista e escritor Zuenir Ventura contou um pouco de sua estória em um evento lá na empresa e a única coisa que ficou fixa em minha cabeça foi: "como é difícil se apropriar das transformações do agora", como é complicado interpretar o todo da história que se faz hoje. O Luiz(não lembro o sobrenome) respondeu citando a alienação, o que me fez pensar que ele não entendeu a minha pergunta, e por isso foi raso em sua contribuição. Não se trata de estar alienado, você pode estar a par das transformações sócio-econômicas mundiais, da revolução da internet, das mídias digitais, das transformações no mundo Árabe etc. mas pegar isso tudo, juntar e dizer: isso culmina nisto, em uma amálgama superior, é que, a meu ver, é a raiz do problema, e aqui trago as organizações que obviamente não estão alheias a tudo isto. As organizações já trazem em si a dificuldade de entender a relação trabalho x indivíduo. Lembro que Zanelli et. al. em seu livro "Psicologia Organizacional e do Trabalho" trata do trabalho como um elemento tão preponderante para o sujeito quanto a sexualidade dita por Freud. Entendo que esse é o ponto chave a ser elucidado: como esse "conjunto" de transformações implica na relação indivíduo x trabalho? Quem entender onde desemboca essas transformações poderá construir uma organização mais saudável e com resultados inimagináveis. A analogia um espelho frente a outro espelho me veio exatamente desse infinito que são as relações interpessoais. Lembro que em uma das das palestras que assisti no rhRio, o palestrante dizia que quanto mais contatos aquele profissional tem mais rebuscada e completa é a sua visão do todo da empresa, da sociedade etc. Não podemos ver a organização como um espelho frente o Sol, incomodando os olhos de quem tenta fitar sua dinâmica, dificultando a percepção de quem tenta observar com mais avidez suas nuances e possibilidades.
Forte abraço!
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