E um convite me foi feito: escrecer neste pequeno espaço de pensamentos, cultura, devaneios e um pouco de cada dia.
Antes, a dúvida: sobre o que escrever?
Mas, como o Gato diz para Alice "se não sabe para onde ir, qualquer caminho é certo", ou algo do tipo. Assim decidi buscar meu caminho e, a partir daí, deixar os dedos me levarem... vamos ver no que dá.
O momento onde sou inteiramente eu é quando estou no palco. É quando danço. É quando sou artista. O resto é artificial, é efêmero, escorre por entre os dedos... Não há nada melhor do que fazer o que se gosta, de se sentir inteiro, realizado. É engraçado ver como o mundo - em seu capitalismo oculto - nos convida a vivermos pelo/para o dinheiro, onde esquecemo-nos e damos valor a o que é passageiro.
Feliz aquele que está realizado, mas realizado de verdade, que dorme sem o peso de ter que passar o dia fingindo ser aquilo que os outros querem que seja...
Mas, alguns podem me pergunta: já que me faço completo quando estou no palco, quem sou eu quando estou fora dele? Sou a busca, a essência, o insatisfeito, o incasável... buscando sempre - de todos os modos - ser eu, e assim, mudar o mundo, ou não todo o mundo, mas apenas um pouco a minha volta.
E é isso que busco. E muitas vezes o resultado está por aí, invisível aos meus olhos, longe de ser por mim palpável, mas que por vezes encontro ao acaso.
Mas, agora é minha vez, eu é quem pergunto: e você? está completo, está transformando o mundo, ou só um pouco a sua volta? Pense nisso.
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Tarcísio Cunha: Baiano, bailarino clássico, professor de ballet clássico pra iniciantes, coreógrafo, formado em comunicação digital, aprendiz a webdesign e um apaixonado por fotos (um futuro fotógrafo, talvez).


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