sexta-feira, 4 de maio de 2012

NÃO-R,H-RRE


Hoje comecei a pensar sobre a importância da escuta no ambiente organizacional. Não me refiro apenas às práticas do RH, estou falando do ouvir como modelo se e somente se, para elucidar as complexas variáveis do contexto organizacional. Hoje surgiu meio que por acaso, a discução sobre o lugar que as empresas ocupam na conteporâneidade. Que lugar é esse? Seria lugar de sentido diante da falta de referência da era facebook? Fiquei então saboreando pensamentos durante o almoço, que aliás hoje, por questões pessoais, almocei sem a companhia dos colegas de cada meio dia. Então lá fui eu pensar sobre o papel das corporações no cardápio subjetivo da sociedade. Entre uma linha de pensamento e outra, comecei a levantar alguns verbos sobre a questão para facilitar minha problematização. Viver, sentir, estar, ser, compartilhar e fazer, são alguns dos verbos que compõem a problemática da composição sócio-elaborativa de cada um. Porém, um verbo ocupa lugar de destaque, e impõe às organizações a obrigação de usá-lo diariamente, o verbo OUVIR. Não se pode pensar em um H completo, sem o exercício do ouvir enquanto ferramenta indissociável do saber o "que" da questão. Convido-nos a pensar o OUVIR como ferramenta mor para a elaboração de sentido das organizações, que precisam ser metamórficas ao ponto de estar sempre acompanhando os desdobramentos da história. Já aqui a essa altura deste texto, começo a pensar que o termo ouvir não dá conta do que estou querendo dizer, então pensaremos ouvir como metáfora pulsante do perceber. Precisamos com urgência observar cada palavra e gesto do funcionário(não me soa bem o termo colaborador), que tem na organização seu porto seguro, mas que a forma de se relacionar com esse ser de sentido ainda não lhe parece claro. Às organizações resta reconhecer o seu papel como agente representativo dessa intrincada relação, e saber que esse jogo amoroso não terá fim. Buscar o "casamento" com o funcionário talvez não seja mais a forma correta desse enlace amoroso, apenas "ficar" alimenta o turnover, e agora? Quem tiver a resposta me fala, mas estou buscando saber, caso descubra antes aviso.



Forte abraço!

2 comentários:

  1. Quanta inspiração! Bonito texto! Esse é o nosso exercicio diario, que nem sempre é facil!

    Beijo!

    ResponderExcluir
  2. Re, que bom que gostou! De fato é um exercício diário! :)

    ResponderExcluir